Despedida de Neymar da seleção aos 34 anos? Pênalti, confusão com goleiro
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- Author, Yogita Limaye
- Role, Da BBC News em La Guaira (Venezuela)
- Published Há 7 horas
- Tempo de leitura: 6 min
Karina Blanco estava prestes a começar a aula de spinning que ministra quando a terra começou a tremer. Os tremores em La Guaira, na Venezuela, foram ficando cada vez mais fortes, então ela pegou sua bolsa e correu para fora com todos os demais.
"Quando me dei conta da gravidade da situação, comecei a gritar 'minha filha, minha filha'. Entrei no carro e dirigi o mais rápido que pude", disse Karina.
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Sua única filha, Fabiana, de 12 anos, estava em casa quando dois fortes terremotos atingiram a Venezuela com poucos segundos de diferença, em 24 de junho. O segundo terremoto foi um dos tremores mais fortes a atingir o país em um século, com magnitude de 7,5.
Quando Karina chegou ao seu prédio em Caraballeda, no norte do Estado de La Guaira, mal podia acreditar no que via. "Eu conseguia ver um prédio, depois um espaço vazio onde meu prédio ficava, e então outro prédio."
Dentro do apartamento da família, no primeiro andar do edifício de 10 andares, Fabiana estava no quarto da mãe quando sentiu os terremotos. Ela correu para a cozinha e se segurou em uma bancada quando as paredes ao seu redor desabaram. Ela foi arremessada ao chão. Leia também: Por que canção que embalou Seleção de 70 durante ditadura ainda divide
"Eu vi tudo tremendo, caindo, quebrando, e então as paredes racharam. A parede que separava meu apartamento do de um amigo desabou. Naquele momento, pensei: 'Vou morrer. Não vou sobreviver a isso. Ninguém vai me resgatar'", disse Fabiana.
32 horas
A partir daí, começaram 32 horas excruciantes.
Do lado de fora do prédio que desabou, Karina viu metade da cama da filha no meio dos escombros.
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"Eu corria de um lado para o outro do complexo gritando 'Ela está morta. Minha filha está morta'. Eu não sabia o que fazer", disse Karina.
Pouco tempo depois, uma enfermeira que trabalhava como cuidadora dos vizinhos do andar de cima começou a chamar para ver se alguém a ouvia. Fabiana respondeu.
"Ela me disse para ficar calma e que tudo ficaria bem", disse Fabiana. Leia também: Trump confirma que pediu à Fifa para rever cartão vermelho de Balogun
"Eu já havia me entregado a Deus pedindo força para começar uma nova vida sem a Fabiana. E então alguém me disse: 'Sua filha está viva'", contou Karina.
Ela correu de volta para o prédio gritando, abrindo caminho entre os escombros e chamando pelo nome da filha.
Em meio aos escombros, Fabiana não conseguia ouvir nada.
"Por algum motivo, eu tinha esperança e fé", disse ela. "Uma das minhas pernas estava dobrada numa posição dolorosa, e eu movi alguns escombros para conseguir esticá-la. Enquanto fazia isso, me arranhei e me cortei, mas encontrei um frasco de ketchup e um pouco de queijo ralado. Foi isso que me manteve consciente."
Foi um dos muitos momentos em que Karina oscilou entre a esperança e o desespero.


- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
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