Ataques paquistaneses no Afeganistão deixam pelo menos 13 mortos, diz Talibã
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Em meio às tensões provocadas pela invasão da Ucrânia pela Rússia, cresce na Alemanha o número de pessoas que investem na construção de bunkers particulares para proteger a família em caso de conflito, ataques ou emergências de grande escala.
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Um dos exemplos é o de Christian, morador da Baviera, que decidiu incluir um abrigo subterrâneo no projeto da nova residência da família. Ex-militar, ele conta que a ideia ganhou força após acompanhar as notícias da guerra na Ucrânia e lembrar dos temores que marcaram a Guerra Fria.
Com a ajuda de amigos e do filho de 13 anos, Christian investiu cerca de 45 mil euros— aproximadamente R$ 270 mil— na construção do bunker. O espaço foi planejado para permitir que a família permaneça no local por um período prolongado em caso de emergência. Leia também: Policiais travam guerra digital contra exploradores infantis
O abrigo conta com camas, cozinha, banheiro, mesa de jantar e estoques de suprimentos. Além disso, Christian mantém equipamentos voltados para situações extremas, como máscaras de gás, medidor de radiação e colete à prova de balas.
Segundo ele, a iniciativa inicialmente gerou desconfiança dentro de casa.
"No começo, minha mulher achava que eu estava maluco, mas, com o tempo, acompanhando o noticiário, mudou de opinião", relata.
Mercado em expansão
A história de Christian não é um caso isolado. Empresas especializadas na fabricação de bunkers registram um aumento expressivo da procura desde o início da guerra na Ucrânia. Mais de mundo
Os modelos disponíveis vão desde estruturas familiares semelhantes à construída por Christian até versões mais sofisticadas. Um dos produtos mais procurados é o chamado "Safe Office", um bunker-escritório instalado no subsolo que permite aos proprietários continuar trabalhando mesmo em cenários extremos. Equipado para resistir a explosões e até à radiação, o modelo pode custar cerca de R$ 800 mil.
Os fabricantes rejeitam a ideia de que estejam lucrando com o medo da população. Para eles, a compra de um bunker segue a mesma lógica de outros investimentos em segurança. Leia também: Ataques paquistaneses no Afeganistão deixam pelo menos 13 mortos, diz Talibã
"Muita gente me pergunta se eu vendo segurança ou medo. Eu não tenho problema nenhum com essa questão. Fazemos seguro para a casa, seguro-saúde. Alguém precisa vender bunkers neste país", afirma um empresário do setor.
Febre dos bunkers: abrigos antibomba viram negócio em alta na Alemanha
Preocupação também chega ao governo
Atualmente, o país possui 579 abrigos públicos com capacidade para cerca de 480 mil pessoas— menos de 1% da população. Nenhum deles está operacional.
Diante do cenário de insegurança crescente na Europa, o governo alemão estuda reativar parte dessa infraestrutura, modernizar sistemas de emergência e ampliar os investimentos em defesa. A meta é recrutar 80 mil novos soldados até 2035.
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