Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Eu, Vence Dorete, na Rádio Observador e também em vídeo no YouTube e nas redes sociais do Observador. Hoje com Judite França, Anselmo Crespo e Alexandre Borges.
Vamos falar da contestação social que está a aumentar, uma espécie de aquecimento para a greve geral. Vamos também às propostas feitas pelo PSD e CDS para atrair jovens para as Forças Armadas com oferta de carta de condução e o protesto dos reclusos do EPL, o Estabelecimento Prisional de Lisboa. Mas
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Anselmo Crespo, começamos pelas declarações de Mariana Vieira da Silva à Antena Um, que não põe de parte um dia candidatar-se à liderança do Partido Socialista, e vai também criticar a atitude de Pedro Nuno Santos, logo naquele dia de regresso ao Parlamento em que disparou em várias direções. Anselmo, que nota tens para Mariana Vieira da Silva? Não sei se queres começar pela nota ou pela justificação da nota.
Vamos começar já pela nota, arrumamos já o assunto. Eu dou um sete à Mariana Vieira da Silva e vou tentar explicar por que não é mais alto nem mais baixo. A melhor resposta que eu vi à Mariana Vieira da Silva foi de Ascenso Simões.
Quando estava a vir pra cá, vi uma publicação que ele fez nas redes sociais, em que basicamente Ascenso Simões diz duas coisas. A primeira é que Mariana Vieira da Silva não tem nem o partido nem o país para poder sequer ponderar uma candidatura à liderança do Partido Socialista. Mas a segunda parte da resposta é melhor ainda, que é quando Ascenso Simões sugere que Mariana Vieira da Silva um dia se candidate a reitora do ISCTE. Leia também: globoesporte
Talvez daqui a 10, 15 anos, diz Ascenso Simões, porque aí sim fará seguramente um bom lugar. Eu acho que com a acidez típica de Ascenso Simões, eu retiraria pelo menos a primeira parte, porque ele nota também uma certa contradição no discurso de Mariana Vieira da Silva, que diz por um lado que o Partido Socialista não pode estar a viver em permanente tensão. Na mesma entrevista em que diz:
" Sim, não me excluo de ser candidata à liderança do Partido Socialista. " Que faz o quê?
Coloca ainda mais tensão. É muito óbvio, porque já todos vivemos isto. Vivemos, não, assistimos.
Não vivemos propriamente, mas já todos assistimos a isto no PS, no PSD, sobretudo nestes dois grandes partidos, é muito óbvio o que está a acontecer no Partido Socialista. Já cheira a sangue, só ninguém sabe quando é que o óbito se vai dar. E portanto, está toda a gente a achar que está na altura de começar a dizer:
" Eu estou aqui. " Mais de noticia
A vida interna do Partido Socialista, obviamente, não me aflige nada, o partido decidirá o que acha que é melhor pra ele. Mas aflige-me que no momento que nós estamos a viver do país, político, em que há um governo sem maioria, em que há um conjunto de desafios pela frente, que nós nem sequer sabemos exatamente que dimensão é que vão ter, qual é a dimensão desta crise, do ponto de vista econômico, como é que isto vai impactar na vida das pessoas. Já vivemos outras recentemente, a da Ucrânia, da pandemia, portanto, temos aqui um termo de comparação bom, mas ninguém sabe exatamente o que é que vai acontecer.
E portanto, numa altura em que o Partido Socialista, para além de precisar de se reerguer da hecatombe eleitoral que teve nas últimas eleições, precisa de se afirmar. E precisa, sobretudo, de se apresentar ao país com qualquer coisinha, qualquer coisa que as pessoas compreendam o que o Partido Socialista quer, que visão é que tem para o país. O partido insiste, e aqui o partido, é injusto para muita gente do Partido Socialista quando metemos toda a gente dentro do mesmo saco, mas algumas das figuras mais destacadas do Partido Socialista insistem em alimentar uma coisa que estava mais ou menos adormecida, que Pedro Nuno Santos acordou, e que agora toda a gente ficou muito assustada com o aparecimento de Pedro Nuno Santos e toda a gente decide pôr-se em bicos dos pés a dizer: "
Eu estou aqui, eu também existo. " Eu acho que isto é mau para o Partido Socialista, mas acho que isto é mau também para o país, porque, na verdade, eu acho que todos nós esperamos, até pela responsabilidade histórica que o Partido Socialista tem, que o PS diga qualquer coisa que não seja apenas qual é o prazo de validade do secretário-geral. Leia também: Mega-Sena: Prêmio acumula em R$ 45 milhões no concurso 3.005
Exatamente. Muito bem. Não tenho muito a dizer, concordo com o Anselmo, diria só duas coisas mínimas, que é apesar de tudo do que vejo nas declarações, se queria escapar-se à resposta, talvez pudesse ter sido mais hábil, mas é daquelas coisas que ela diz:
" Bem, eu não posso afastar essa hipótese pra sempre. "
Já tinha dito. É daquelas coisas. Já não é a primeira vez que o diz, atenção.
Pois, é verdade. Mas depois quando é questionada sobre esta próxima entrevista que Natália Carvalho lhe fizer já será à nova líder do PS, ela diz: "
Acho que não. " Portanto, quer dizer, ou está a dizer que não vai ser candidata a tão breve traço, ou então não acreditaria muito na sua própria candidatura, acho eu.

