Resultado da Lotofácil de hoje: veja números e ganhadores do concurso 3727
Ler matéria →- Medicina e Saúde
As células de defesa do sangue produzem, armazenam e liberam dopamina e adrenalina – exatamente como neurônios fazem
Quando o corpo detecta uma infecção, as primeiras células a chegar ao local são os neutrófilos– os glóbulos brancos mais comuns no sangue humano. Por décadas, a ciência os enxergou como soldados simples: rápidos, agressivos e sem sofisticação química.
Um estudo publicado na revista Advanced Science derruba essa visão. Pesquisadores das universidades de Münster e Bochum, na Alemanha, descobriram que os neutrófilos possuem a mesma maquinaria química dos neurônios– e que usam dopamina, adrenalina e noradrenalina para se comunicar durante uma inflamação.
Leia no AINotícia: Tecnologia: Panorama da Semana – GPT-5.6, Crise de Memória e Novidades do Gmail
O que são catecolaminas – e por que isso importa
Dopamina, adrenalina e noradrenalina pertencem a uma família de substâncias chamadas catecolaminas. São amplamente conhecidas como neurotransmissores– moléculas que os neurônios usam para se comunicar no cérebro e no sistema nervoso.
O que ninguém havia provado diretamente antes era que células do sistema imune fazem o mesmo: capturam essas substâncias, as armazenam em pequenas bolsas internas chamadas vesículas e as liberam em resposta a estímulos específicos– exatamente como um neurônio faz durante uma sinapse.
Como os cientistas viram isso acontecer
O maior obstáculo até agora era técnico, segundo o site Phys.org. As catecolaminas são liberadas em frações de segundo, em quantidades minúsculas, por células individuais. Os métodos convencionais de laboratório não conseguem capturar esse processo ao vivo. Leia também: Resultado da Quina de hoje: veja números e ganhadores do concurso 7057 (sábado
A equipe resolveu o problema usando nanosensores: detectores microscópicos feitos de nanotubos de carbono de parede única, sensíveis especificamente a catecolaminas. Esses sensores foram espalhados em placas de vidro, e os neutrófilos foram colocados diretamente sobre eles. Quando uma célula liberava dopamina ou adrenalina, os nanosensores acendiam, e uma câmera registrava tudo em tempo real.
“Até agora, simplesmente não tínhamos os métodos para visualizar esses processos diretamente em células imunes vivas”, disse o professor Sebastian Kruss, um dos coordenadores do estudo. “O que observamos com os nanosensores muda fundamentalmente nossa compreensão dessas células.”
O que dispara a liberação
Os experimentos mostraram que os neutrófilos liberam catecolaminas quando expostos a três tipos de estímulos: serotonina liberada por plaquetas ativadas, componentes de bactérias como o LPS e outras moléculas de sinalização inflamatória.
A liberação acontece em segundos– e é antecedida por um pico de cálcio dentro da célula, semelhante ao que ocorre nos neurônios antes de uma sinapse. A velocidade é diferente– em neurônios, o processo leva milissegundos; nos neutrófilos, dezenas de segundos– mas o mecanismo é análogo. Mais de tecnologia
O efeito no próprio corpo
As catecolaminas liberadas pelos neutrófilos não ficam sem consequência. O estudo mostra que elas funcionam como um regulador interno da inflamação: reduzem a formação excessiva de armadilhas extracelulares– estruturas que os neutrófilos lançam para capturar bactérias, mas que, em excesso, podem danificar tecidos saudáveis.
Ao mesmo tempo, aceleram a agregação de plaquetas– o processo que inicia a coagulação do sangue. Isso cria um circuito de feedback direto entre o sistema imune e o sistema vascular, com as mesmas substâncias fazendo a ponte.
“Ficamos surpresos ao ver o quão semelhantes neutrófilos e neurônios são em sua capacidade de lidar com neurotransmissores”, disse a professora Luise Erpenbeck, co-coordenadora do estudo. Leia também: Processada por Hollywood, Midjourney quer provar que estúdios fazem o mesmo
Confirmado dentro do corpo humano
Para garantir que o fenômeno não era apenas um artefato de laboratório, os pesquisadores analisaram o perfil genético de voluntários saudáveis que receberam uma injeção controlada de componentes bacterianos– um modelo estabelecido para estudar inflamação sistêmica em humanos.
Os dados mostraram que, durante a resposta inflamatória, os neutrófilos ajustam ativamente seus receptores de catecolaminas e seus programas de produção e degradação dessas substâncias. O padrão é bifásico: primeiro uma redução, depois uma ativação significativa, sugerindo que o sistema está se calibrando em resposta à inflamação.
“Este é um sinal de que esse mecanismo desempenha um papel significativo na resposta inflamatória humana”, afirmaram Erpenbeck e Kruss.
Layse Ventura
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.
Tags:
sistema imunológico
Notícias relacionadas
Medicina e Saúde
Nova tecnologia reacende esperança para transplante de olhos
Wagner Edwards
Medicina e Saúde
Novo centro pode transformar plantas brasileiras em futuros medicamentos
Valdir Antonelli
Medicina e Saúde
Hospital de SP faz primeira cirurgia com órgãos artificiais
Rodrigo Mozelli
Medicina e Saúde
Tadalafila e Viagra: especialistas alertam para riscos físicos e psicológicos do uso recreativo
Vitoria Lopes Gomez
Leia também no AINotícia
- Resultado da Lotofácil de hoje: veja números e ganhadores do concurso 3727Tecnologia · agora
- Confira ganha destaque após novo desdobramento em confira: galaxy s25 (256 gb)Tecnologia · 4h atrás
- Resultado da Quina de hoje: veja números e ganhadores do concurso 7057 (sábadoTecnologia · 4h atrás
- Resultado da Mega-Sena de hoje: veja números e ganhadores do concurso 3027Tecnologia · 4h atrás


