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Cientistas descobrem 'bússola' de pombos no fígado

Novo estudo revela que células imunológicas hepáticas acumulam ferro e permitem que aves detectem campo magnético da Terra para navegação.

Pombos Navegam com 'Bússola' Hepática, Revela Estudo Inovador

Cientistas desvendaram o mistério de como os pombos conseguem encontrar o caminho de volta para casa, mesmo a distâncias de centenas de quilômetros, sob quaisquer condições climáticas. Uma nova pesquisa, publicada na renomada revista Science, aponta que uma parte crucial dessa capacidade de orientação reside no fígado das aves. Utilizando células imunológicas hepáticas, os pombos parecem possuir uma espécie de "bússola interna" capaz de detectar o campo magnético da Terra.

Mecanismo Magnético Revelado: Ferro no Fígado como Sensor

A capacidade dos pombos de perceber o campo magnético terrestre é conhecida há cerca de um século, mas o mecanismo exato permanecia um enigma. Teorias anteriores sugeriam que a percepção magnética poderia ocorrer nos olhos ou no bico das aves, mas sem comprovação sólida. O estudo, liderado por uma equipe da Universidade de Bonn e do Instituto Max Planck de Comportamento Animal, concentrou-se em órgãos que armazenam ferro, devido às suas propriedades magnéticas. Após analisar diversos tecidos, os pesquisadores identificaram que o fígado apresentava a maior concentração de ferro (G1, 2026). Leia também: Jairinho é condenado a mais de 43 anos pelo assassinato de Henry Borel

Essa concentração de ferro está associada a células conhecidas como macrófagos. De acordo com Christian Kurts, diretor do Instituto de Medicina Molecular e Imunologia do Hospital Universitário de Bonn, essas células, que decompõem glóbulos vermelhos envelhecidos, acumulam ferro em nanopartículas de óxido. "O ferro se cristaliza em nanopartículas de óxido, o que torna as células reativas aos campos magnéticos", explicou Ulf Wiedwald, pesquisador da Universidade de Duisburg-Essen (G1, 2026). Essa característica confere aos macrófagos propriedades quânticas que funcionam como um sensor do magnetismo terrestre, guiando os pombos durante o voo.

Comprometimento das Células Hepáticas Afeta a Orientação

Para comprovar a hipótese, os cientistas realizaram experimentos com pombos treinados. Eles demonstraram que, quando os macrófagos do fígado eram comprometidos, as aves apresentavam consideráveis dificuldades em retornar aos seus ninhos. Em dias nublados, quando os sinais visuais como o sol estão encobertos, a dependência da "bússola" hepática se tornava ainda mais evidente, com os pombos demonstrando perda total de orientação (G1, 2026). No entanto, a presença do sol permitia uma orientação parcial, indicando a integração de múltiplos sistemas de navegação. Mais de noticia

"Foi uma grande surpresa constatarmos que essas células imunológicas atuam como sensores de campos magnéticos. Nossos resultados revelam um mecanismo até agora desconhecido para a percepção magnética nos animais", afirmou Christian Kurts (G1, 2026). Leia também: Tapetes de Corpus Christi unem fé e tradição no interior de SP

O que se sabe até agora

  • Pombos treinados conseguem retornar para casa de longas distâncias, com a orientação sendo parcialmente atribuída à percepção do campo magnético terrestre.
  • Um novo estudo publicado na revista Science indica que o fígado das aves é central para essa capacidade de navegação.
  • Macrófagos, células imunológicas do fígado, acumulam ferro e adquirem propriedades quânticas que permitem detectar o magnetismo terrestre.
  • Pesquisadores demonstraram que o comprometimento dessas células hepáticas prejudica significativamente o senso de orientação dos pombos.
  • Experimentos sugerem que a "bússola" hepática é especialmente crucial em condições climáticas adversas, como dias nublados.
  • A descoberta revela um mecanismo de percepção magnética até então desconhecido no reino animal.

A descoberta do papel do fígado na orientação dos pombos não apenas esclarece um antigo mistério da biologia, mas também abre novas perspectivas sobre como os animais interagem com o ambiente e utilizam sinais imperceptíveis aos humanos para navegar. Este avanço pode ter implicações futuras no estudo da migração animal e no desenvolvimento de tecnologias inspiradas na natureza.

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