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Cibercrime virou indústria movida por IA, aponta relatório

Essa é a principal conclusão do Relatório sobre o Cenário de Ameaças de 2026 , divulgado pela Infoblox, empresa de segurança de redes

Cibercrime virou indústria movida por IA, aponta relatório
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Cibercrime virou indústria movida por IA, aponta relatório
Análise foi elaborada com base em trilhões de consultas ao DNS, bilhões de transações realizadas em ambientes clandestinos e pesquisas conduzidas pela equipe Infoblox Threat Intel
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Segundo o estudo, a profissionalização das operações criminosas reduziu o tempo disponível para que empresas detectem e respondam a ataques - Imagem: TSViPhoto/Shutterstock
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O cibercrime deixou de ser formado por ataques isolados para operar como uma economia criminosa altamente organizada, impulsionada por inteligência artificial (IA), automação e serviços especializados. Essa é a principal conclusão do Relatório sobre o Cenário de Ameaças de 2026, divulgado pela Infoblox, empresa de segurança de redes.

Segundo o estudo, a profissionalização das operações criminosas reduziu o tempo disponível para que empresas detectem e respondam a ataques, tornando menos eficazes as estratégias tradicionais de segurança baseadas apenas em detecção e resposta.

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A análise foi elaborada com base em trilhões de consultas ao sistema de nomes de domínio (DNS), bilhões de transações realizadas em ambientes clandestinos e pesquisas conduzidas pela equipe Infoblox Threat Intel.

IA e serviços especializados aceleram ataques

  • De acordo com o relatório, a combinação entre ferramentas de IA, serviços criminosos especializados e infraestruturas ocultas está permitindo que hackers realizem ataques com mais rapidez, escala e eficiência;
  • A Infoblox afirma que o cibercrime passou a funcionar como um ecossistema interconectado, no qual diferentes grupos oferecem serviços específicos, como hospedagem de infraestrutura, distribuição de malware e ferramentas para ocultar atividades maliciosas;
  • Segundo a empresa, esse modelo reduz barreiras de entrada para criminosos e amplia o alcance das operações.

“O relatório deste ano documenta a máquina do cibercrime, uma economia criminosa globalmente conectada, na qual a IA de fronteira, os serviços criminosos especializados e as infraestruturas ocultas transformaram a forma como os ataques são criados, adquiridos e executados”, afirmou Renée Burton, vice-presidente da Infoblox Threat Intel.

Ela acrescenta que a principal mudança não está apenas na sofisticação dos ataques, mas na facilidade de acesso a recursos avançados. “A mudança mais importante não é o fato de os hackers terem se tornado mais sofisticados, mas que recursos avançados passaram a estar amplamente acessíveis. Isso altera o ritmo do cibercrime e desafia estratégias de segurança construídas principalmente em torno da detecção e da resposta.” Leia também: De novo! Site diz que IA da Meta saiu do controle durante teste

Infraestrutura descartável dificulta defesa

Um dos principais pontos destacados pelo relatório é o uso crescente de infraestrutura temporária para sustentar ataques cibernéticos.

Segundo a Infoblox, cerca de 25% dos 120 milhões de domínios observados pela primeira vez apresentavam risco considerado alto ou crítico, indicando o uso de uma grande quantidade de domínios descartáveis para atividades criminosas.

O estudo também aponta que 88% dos domínios associados a ameaças foram identificados no ambiente de apenas um cliente, enquanto 44% permaneceram ativos por apenas um dia, estratégia que dificulta sua identificação e bloqueio pelas equipes de segurança.

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Um dos principais pontos destacados pelo relatório é o uso crescente de infraestrutura temporária para sustentar ataques cibernéticos – Imagem: ParinPix / Shutterstock

Sistemas de distribuição de tráfego lideram ameaças

A ameaça mais comum identificada pela empresa foram os chamados Traffic Distribution Systems (TDSs), presentes em mais de 95% das redes analisadas. Mais de tecnologia

Esses sistemas funcionam como direcionadores automáticos de vítimas para páginas de phishing, distribuição de malware e golpes online, adaptando os ataques conforme o perfil do usuário ou do dispositivo acessado.

Redes de proxies ajudam criminosos a esconder ataques

Outro recurso amplamente utilizado pelos criminosos são as redes de proxies residenciais, identificadas em consultas realizadas por 65% dos clientes do Infoblox Threat Defense.

Essas redes permitem que atividades maliciosas utilizem endereços IP de conexões residenciais legítimas, dificultando a diferenciação entre tráfego normal e ações criminosas. Leia também: Resultado da Quina de hoje: veja números e ganhadores do concurso 7084 (quarta

Na prática, isso aumenta as chances de os ataques passarem despercebidos pelos sistemas tradicionais de monitoramento.

O levantamento também aponta um aumento expressivo nas fraudes digitais. Segundo a Infoblox, o número de domínios relacionados a golpes cresceu 62% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por falsificação de marcas, roubo de identidade e fraudes financeiras.

Empresas precisam rever estratégias, diz Infoblox

Na avaliação da empresa, o cenário mostra que o cibercrime passou a operar como uma cadeia produtiva altamente especializada, baseada em automação, compartilhamento de infraestrutura e prestação de serviços entre grupos criminosos.

Para a Infoblox, essa transformação exige que organizações revisem suas estratégias de segurança, adotando abordagens capazes de identificar e interromper ameaças antes que elas atinjam usuários e sistemas corporativos, em vez de depender exclusivamente da detecção após o início dos ataques.

Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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Tags: cibercrime Inteligência Artificial Segurança

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