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Chwalinska lembra afastamento do tênis e foca em um jogo de cada vez

Paris (França) – Maior surpresa entre as quatro semifinalistas na chave feminina de Roland Garros, a polonesa Maja Chwalinska relembrou o momento em que se afastou do

Chwalinska lembra afastamento do tênis e foca em um jogo de cada vez

Paris (França) – Maior surpresa entre as quatro semifinalistas na chave feminina de Roland Garros, a polonesa Maja Chwalinska relembrou o momento em que se afastou do tênis, em 2021, quando passou três meses sem competir para espairecer a cabeça. Cinco anos depois, ela encontrou seu melhor tênis com uma campanha incrível no saibro parisiense.

“A pausa não foi tão ruim, os momentos difíceis foram antes dela. Eu estava sofrendo muito. No começo, tentei continuar, pensando que só precisava ser forte, resistente e manter o treino, mas chegou um ponto em que eu não conseguia nem sair da cama. Sinceramente, me sentia sem vida. Eu sabia que precisava parar”, contou a polonesa de 24 anos.

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“Precisava daquela pausa e, honestamente, não sabia se voltaria ou não. Depois de alguns meses, decidi retornar. Precisava organizar meus pensamentos e voltei. Estou feliz por ter voltado”, afirmou Chwalinska, que nesta quarta-feira derrotou Anna Kalinskaya em sets diretos para se tornar apenas a segunda tenista vinda do quali a chegar na semi de Roland Garros. Leia também: Poatan estreia no cinema

Focando um jogo de cada vez, ela quer sair do torneio sem arrependimentos. “Quero dar tudo de mim. Tenho muito orgulho de ser um torneio tão longo. Estou aqui há quase três semanas, cada dia é diferente, cada partida é diferente, as condições mudam. Tive que me adaptar bastante e estou muito feliz por ter conseguido”, afirmou.

Comparações com Raducanu

A inevitável comparação com a britânica Emma Raducanu, única tenista vinda do quali a vencer um Grand Slam, é algo que Chwalinska prefere deixar de lado. “Foi uma trajetória incrível e ela era tão jovem. Acho que ela tinha 19 anos, não é? Ou 18? E acho que ela não perdeu um único set, foi impressionante”, afirmou a atual 114ª colocada no ranking.

“Sinto que o nível está muito equilibrado, as rodadas de qualificação não são muito piores que a chave principal. As jogadoras que vêm do qualificatório também são muito boas, só precisamos acreditar, lutar e pensar que talvez um dia tudo se encaixe para nós também. É isso que levo dessa experiência”, afirmou a polonesa.

Chwalinska garante que ainda não conseguiu processar tudo o que já aconteceu e vai deixar isso para depois. “Estou apenas focada em cada partida. Quando o torneio terminar, terei tempo para ser grata pelo que aconteceu e assimilar tudo. Por enquanto, estou muito feliz, mas sei que preciso me concentrar no trabalho”, disse a polonesa, que enfrentará Diana Shnaider na semi. Mais de esporte

Jogo duro e com muito vento

Questionada sobre a partida em si, a polonesa garantiu que foi um confronto muito difícil. “As condições estavam muito complicadas, estava ventando muito hoje. Nessas condições, você precisa estar ainda mais concentrada”, analisou ela, que destacou também a calma após ver Kalinskaya sair de 1/5 para 5/5 no primeiro set, vencendo depois no tiebreak. Leia também: Eliminação de João Fonseca em Roland Garros vira jogo de tênis mais visto da TV

“Estou muito orgulhosa de ter mantido a compostura e conseguido vencer aquele set. O segundo set foi uma batalha, então estou muito feliz por ter vencido”, acrescentou Chwalinska, que também, falou um pouco sobre o backhand com slice e como ele foi fundamental para a vitória.“É simplesmente o meu estilo de jogo; tento variar bastante o ritmo”. Contou.

“Acho que é bem difícil jogar contra esse estilo porque você nunca tem um ritmo constante e precisa estar muito concentrada, já que cada bola pode ser diferente. Sei que isso pode ser muito irritante para as outras jogadoras. Tento usar isso a meu favor o máximo que posso”, comentou a polonesa.

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