No Grande Recife, a sexta-feira (1º de maio de 2026) foi marcada por um cenário de devastação e luto, com as fortes chuvas provocando deslizamentos de terra que elevaram para quatro o número de mortos na região. Em Olinda, no bairro do Passarinho, a tragédia mais recente vitimou uma mulher de 20 anos e seu filho de apenas seis meses, encontrados mortos após buscas intensas do Corpo de Bombeiros que duraram todo o dia, conforme apuração do G1.
As buscas pelos corpos da mãe e do bebê em Olinda se estenderam ao longo da sexta-feira, culminando na dolorosa confirmação de suas mortes. O primeiro desabamento na localidade do Passarinho ocorreu por volta das 9h30, de acordo com o G1. Além das duas vítimas fatais, outras cinco pessoas foram resgatadas com vida logo pela manhã. Moradores, como o pedreiro Renildo José, relataram o desespero e a ajuda mútua inicial diante da catástrofe. O município de Olinda foi um dos mais atingidos pelas chuvas, registrando um volume de 184 milímetros, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). No total, o governo de Pernambuco informou que 170 pessoas ficaram desabrigadas e cinco feridas na cidade. Outros incidentes em Olinda incluíram o resgate de uma criança e um casal de idosos, além de um adolescente que ficou com as pernas presas em escombros no bairro de Águas Compridas.
A situação de emergência se estendeu por várias localidades do Grande Recife. Antes das fatalidades em Olinda, a Zona Norte do Recife já havia registrado a morte de uma mulher de 24 anos e seu filho de seis anos em um desmoronamento no bairro de Dois Unidos. Nesse mesmo incidente, o pai e a irmã de um ano e meio da criança sobreviveram com ferimentos. Equipes da Defesa Civil foram deslocadas para atuar na Rua Cavalcanti Petribu, também em Dois Unidos, devido a outro desmoronamento, enquanto o bairro do Vasco da Gama, na mesma região, reportou um deslizamento de barreira sem vítimas confirmadas. Camaragibe, outra cidade da Região Metropolitana, também enfrentou duas ocorrências de queda de muros, sem feridos, em seus loteamentos São Pedro e São João e São Paulo. Leia também: Trágico Deslizamento no Recife Mata Mãe e Filho de 6 Anos
Diante do cenário de risco, a Apac emitiu um aviso meteorológico vermelho, o mais grave, para a Região Metropolitana e a Zona da Mata Norte de Pernambuco, prevendo a continuidade das chuvas para o sábado (2). Os transtornos se estenderam além dos deslizamentos, com mais de dez voos sendo desviados do Aeroporto dos Guararapes. No Centro do Recife, na Comunidade do Pilar, o desabamento de um mercadinho deixou um homem ferido, conforme reportado pelo G1. A colaboração da comunidade foi crucial em diversos pontos, com moradores se mobilizando para auxiliar nos primeiros socorros e no resgate de vítimas, como destacado pelos relatos coletados.
O Grande Recife enfrenta um período crítico com a persistência das chuvas e o risco iminente de novos desastres. A vulnerabilidade de áreas com moradias em encostas e a intensidade das precipitações reforçam a urgência de medidas preventivas e de apoio às comunidades afetadas. As autoridades seguem em alerta, monitorando a situação e prestando assistência, enquanto a população é orientada a permanecer vigilante e seguir as recomendações da Defesa Civil. Mais de noticia
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Fortes chuvas castigam a Região Metropolitana do Recife, elevando o número de mortes para quatro. Além das fatalidades, deslizamentos e desabamentos afetam diversas localidades