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- A China discute restrições ao acesso estrangeiro a modelos de inteligência artificial de empresas locais, como Alibaba e ByteDance.
- O governo chinês pode impor restrições a novos modelos de IA, considerando tanto os de código fechado quanto os mais abertos, e avalia tornar o vazamento de tecnologias proprietárias de IA uma violação da lei de segurança nacional.
- As autoridades chinesas também pretendem restringir investimentos estrangeiros em startups de IA do país.
Autoridades chinesas se reuniram com Alibaba, ByteDance e mais empresas de tecnologia para discutir a possibilidade de restringir o acesso do exterior a modelos de inteligência artificial das empresas do país asiático.
A notícia foi apurada pela agência Reuters, que falou com três pessoas familiarizadas com o assunto. De acordo com as fontes, outros tópicos discutidos foram vazamentos, roubos e investimentos estrangeiros.
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O que a China pretende fazer?
Segundo a Reuters, as reuniões foram lideradas pelo Ministério do Comércio da China. Duas das fontes ouvidas pela reportagem disseram que o escopo das restrições ainda está sendo discutido e pode valer apenas para novos modelos. As regras valeriam tanto para modelos de código fechado ou de versões mais abertas.
Também está na mesa a possibilidade de considerar o vazamento ou o roubo de tecnologias proprietárias de IA uma violação da lei de segurança nacional, diz uma das fontes. Os encontros trouxeram ainda a possibilidade de restringir quem pode fazer aportes de capital em startups chinesas de IA. Leia também: X ganha editor de vídeos para competir com TikTok e Instagram
Além de Alibaba e ByteDance, outra companhia mencionada pelas fontes é a startup Z.ai, que gerou burburinho no Vale do Silício ao oferecer um modelo de IA de desempenho próximo aos americanos, mas com um custo muito menor.
Nenhuma das empresas mencionadas quis responder à Reuters. O governo chinês também não se manifestou sobre o assunto.
Ainda não se sabe, porém, como essas proibições seriam implementadas. Em maio, um debate entre especialistas em Direito propôs registros simples para ferramentas de código aberto, revisões de segurança para tecnologias avançadas e proibição de lançamento público para modelos de fronteira.
IA vira assunto geopolítico
Em junho, os Estados Unidos determinaram que estrangeiros não poderiam acessar os modelos Fable e Mythos, da Anthropic, após surgirem informações sobre a existência de um método de jailbreak, que poderia liberar a tecnologia para usos nefastos. A empresa disse não ser capaz de averiguar a nacionalidade de cada usuário e suspendeu globalmente o acesso. Mais de tecnologia
Após corrigir as vulnerabilidades e fazer ajustes nos modelos, a Anthropic liberou novamente o Fable para acesso geral. Já o Mythos permanece, por decisão da própria companhia, restrito a empresas e instituições americanas participantes do projeto Glasswing.
O Mythos, modelo mais avançado da desenvolvedora, também preocupa autoridades chinesas. Elas temem que os EUA usem a tecnologia para descobrir vulnerabilidades em softwares e prejudicar interesses do país asiático. Leia também: 7.7 ganha destaque após novo desdobramento em 7.7: motorola edge 70 (512 gb)
Não é só isso. A Alibaba proibiu seus funcionários de usarem o Claude Code, da Anthropic, alegando que a ferramenta escondia recursos de rastreio, e as autoridades chinesas barraram a venda da startup de IA Manus para a Meta.
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Escrito
Giovanni Santa Rosa
Repórter
Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.
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