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- Author, Beatriz Díez
- Role, BBC News Mundo
- Há 6 horas
- Tempo de leitura: 7 min
"Não era como estar em um hospital. Até as crianças mais doentes se divertiam."
O ucraniano Roman Gerus guarda lembranças muito carinhosas de uma experiência que surgiu de uma catástrofe.

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Gerus foi uma das mais de 23.000 crianças afetadas pelo acidente que receberam tratamento médico em Cuba.
O programa, patrocinado pelo Ministério da Saúde cubano, funcionou de 1990 a 2011. Leia também: Palantir: por que o crescimento do poder global da empresa de IA causa preocupação?
Como foi essa experiência pioneira?
À beira-mar

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"Eu estive em Cuba três vezes", conta Roman Gerus à BBC News Mundo.
"Na primeira, eu tinha 12 anos, fiquei seis meses; na segunda, tinha 14 anos e fiquei três meses; na última, tinha 15 e fiquei apenas 45 dias".
"Cada vez foi diferente, mas eu gostei de todas elas. É algo que me lembro com amor - quero voltar a Cuba com minha família para apresentar a ilha", diz. Mais de mundo

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Ele enfatiza a beleza do cenário no qual ele aterrissou para tratar a doença de pele que se desenvolveu muitos anos após o acidente de Chernobyl. Leia também: As teorias da conspiração sobre 'cientistas desaparecidos' nos EUA que deixam famílias perplexas
Este jovem, hoje com 27 anos, nem tinha nascido quando o desastre ocorreu, mas sua família morava relativamente perto da antiga usina nuclear.
"Quando eu tinha 10 ou 11 anos, os médicos detectaram manchas brancas na minha pele. Era vitiligo. Tentamos tratar na Ucrânia, mas os médicos disseram que não era tão fácil, que eu precisava de remédios caros e eles não garantiam a ajuda", lembra.
"Alguém disse à minha mãe que havia um programa para ir a Cuba. Ela não acreditou no começo porque disseram que era de graça, mas ela descobriu os detalhes e preencheu os documentos".
"Esperamos pelo menos um semestre, e de repente ligaram para dizer que eu iria viajar em duas semanas. Eu não podia acreditar. Meus pais ficaram preocupados porque Cuba é muito longe da Ucrânia e eu era pequeno, mas decidimos ir em frente".

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Mais de 26 mil pacientes

Doenças diferentes
- Crianças com condições oncohematológicas e doenças sérias que precisavam de hospitalização e ficavam na ilha por vários meses;
- Crianças com patologias que necessitavam de hospitalização, mas não eram consideradas sérias. A permanência era de cerca de 60 dias;
- Crianças com patologias tratáveis em ambulatório. A permanência era de 45 a 60 dias;
- Crianças relativamente saudáveis cuja permanência era de 45 e 60 dias.
Duas zonas


Sol curandeiro

Elementos mal explicados

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