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Charlize Theron relembra morte do pai, morto por mãe da atriz em legítima defesa

Charlize Theron, vencedora do Oscar por "Monster: Desejo Assassino" e atriz de filmes como "Atômica" e "Mad Max: Estrada da Fúria", voltou

Charlize Theron relembra morte do pai, morto por mãe da atriz em legítima defesa

Charlize Theron, vencedora do Oscar por "Monster: Desejo Assassino" e atriz de filmes como "Atômica" e "Mad Max: Estrada da Fúria", voltou a comentar a morte do pai, baleado pela mãe da artista em legítima defesa, numa entrevista recente ao New York Times. " Acredito que esses assuntos precisam ser mais abordados para que outras pessoas se sintam menos sozinhas", afirmou Theron.

Ela já havia abordado o caso, que aconteceu aos seus 15 anos de idade, em diferentes ocasiões. Segundo a artista, o pai alcoólatra não a agredia fisicamente, mas a submetia a diferentes situações de perigo, como dirigir bêbado com ela presente, e fazia diversas ameaças verbais. Na época, ela vivia em uma fazenda na África do Sul, para a qual se mudou quando tinha quatro anos.

" Meu pai tinha construído um bar enorme dentro de casa. Isso não era incomum.

Muitos sul-africanos criam um espaço em casa onde podem beber. Mas ali, aquilo se tornou o lugar onde ele vivia. Ele era um alcoólatra funcional, mas tinha momentos em que desaparecia, e geralmente voltava em um estado bem grave.

" A morte de seu pai aconteceu numa tarde em que Theron e sua mãe tinham ido ao cinema. Ao retornarem, as duas encontraram os portões de casa trancados.

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Segundo ela, a medida de segurança era comum em meio às tensões da época, marcada pelo Apartheid. A dupla, então, se dirigiu à casa do tio da atriz, onde seu pai bebia com frequência, para buscar as chaves. Quando chegaram, Theron correu para o banheiro e não cumprimentou todos os presentes. Leia também: Exposição em Paris recria os passos de Robert Capa na Segunda Guerra Mundial

Segundo ela, isso deixou o pai furioso. Mais tarde, junto do irmão, ele voltou para casa e atirou contra os portões para invadi-la. "

O mais louco é que nenhuma bala nos atingiu. É inacreditável quando você pensa dessa forma. Mas a mensagem era muito clara.

'Vou matar vocês hoje à noite. Acham que eu não consigo entrar por essa porta? Podem apostar.

Vou até o cofre. Vou pegar a espingarda'. "

A mãe de Theron correu até o cofre em que guardava uma pistola, matou o pai e conseguiu desarmar o tio da artista. " Infelizmente, essa não é uma história isolada. Mais de entretenimento

Essas situações são comuns em muitos lares. As mulheres são tratadas de forma muito, muito injusta, mesmo neste país. "

Theron cresceu na África do Sul durante o Apartheid, na década de 1980. O governo era caracterizado por políticas de segregação racial entre pessoas brancas e negras, garantindo a supremacia do primeiro grupo, minoria na população. " Leia também: Semana de moda do Rio retorna com cacife para repor o tempo perdido

Violência e turbulência faziam parte do cotidiano. Vi coisas que não deveria ter visto em uma idade tão jovem", disse ainda a atriz. Ela cita um homem queimando dentro de um carro e efeitos do HIV entre as cenas que testemunhou.

Um ano após a morte do pai, ao completar dezesseis anos, Theron se mudou para a Itália, onde trabalhou como modelo e iniciou sua carreira. Hoje, é ativista por várias causas humanitárias. Ela foi nomeada, em 2008, Mensageira da Paz pela ONU e fundou uma organização voltada à sul-africanos que enfrentam o HIV, além de ter se firmado enquanto voz ativa em debates feministas e sobre a comunidade LGBTQIA+.

" Monster", que fez dela a primeira pessoa sul-africana a vencer o Oscar, segue a história real da assassina em série Aileen Wuornos, prostituta que passou a matar homens sistematicamente. Agora, Theron se prepara para lançar "Apex", suspense em que interpreta uma alpinista que se vê na mira de um assassino interpretado por Taron Egerton.

O filme chega à Netflix em 24 de abril. Comentários Charlize Theron critica Timothée Chalamet e diz que IA pode substituí-lo em dez anos - Atriz classifica como' imprudente' declaração do ator sobre falta de interesse em balé e ópera - Em entrevista, ela destaca que performances ao vivo não podem ser replicadas por tecnologia

A atriz Charlize Theron, 50, criticou a fala de Timothée Chalamet, 30, sobre ópera e balé, classificando o comentário como "muito imprudente". Em entrevista ao The New York Times, ela defendeu a importância dessas formas de arte e destacou o esforço físico e mental exigido dos artistas. Comentários

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