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A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgaram notas públicas para manifestar repúdio a uma charge publicada neste sábado (9/5) pelo jornal Folha de S.Paulo.
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O desenho, feito para ironizar a remuneração da magistratura, mostra um túmulo com a inscrição: “Vidinha mais ou menos, até perdê-la junto dos penduricalhos”

Associações reafirmaram defesa da liberdade de imprensa, mas pediram responsabilidade Leia também: burnley x aston villa: o que muda após após três semanas de paralisão, a
A veiculação, na véspera do Dia das Mães, ocorreu poucos dias após o falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A magistrada morreu na última quarta-feira (6/5), em decorrência de um procedimento médico ligado ao desejo de engravidar.
Para a AMB, embora a liberdade de imprensa seja indispensável ao Estado de Direito, o exercício dessa prerrogativa exige responsabilidade, especialmente quando o contexto torna a mensagem ofensiva, dolorosa e desumana.
A entidade ressaltou que a própria Folha de S.Paulo havia noticiado a morte da magistrada um dia antes da publicação do cartum.
“A ofensa não se mede apenas pela intenção de quem publica, mas também pelo impacto concreto daquilo que é publicado.” Com essa afirmação, a AMB lamentou que o debate público perca a dimensão humana e transforme toda a categoria em alvo de escárnio. A associação destacou ainda que, por trás da toga, há vidas e famílias, observando que a crítica perde a legitimidade quando o sofrimento alheio é tratado com zombaria. Mais de noticia
A Ajufe também classificou a escolha editorial do jornal como grave e insensível. A entidade indicou que a crítica institucional não autoriza a banalização da morte ou a desumanização dos profissionais que servem ao Estado com sacrifício pessoal e dedicação.
Em sua nota, a Ajufe considerou que o uso de símbolos fúnebres para ridicularizar os juízes em um momento de luto e às vésperas do Dia das Mães não é um mero descuido, mas uma ofensa direta à dor da família e à dignidade das mulheres que conciliam a função jurisdicional com o direito fundamental à maternidade. Leia também: PM retira estudantes de ocupação na USP
A associação encerrou sua manifestação lembrando o dever jornalístico de empatia. “Quando a imprensa abandona a empatia mínima e a sensibilidade ao contexto, deixa de informar e passa a agredir.”
a nota da AMB a nota da Ajufe
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