Chá de arnica tem o mesmo efeito de gel e creme feitos da planta? Saiba os benefícios Preparado com as flores secas da planta pode ser utilizado em compressas sobre a pele, mas jamais deve ser ingerido Famosa pelos alívios que traz para dores musculares e articulares, a arnica é mais conhecida pelo seu uso em cremes e géis. No entanto, o chá de arnica também é uma alternativa para quem deseja fazer uma preparação caseira e aproveitar os benefícios dessa planta cheia de propriedades anti-inflamatórias.
Vale destacar que o chá não deve ser bebido, já que seus componentes são tóxicos quando ingeridos: a ideia é aplicá-lo em compressas, como um substituto para outros produtos de uso tópico feitos a partir dessa planta. Conheça melhor como o chá de arnica pode ajudar nas moléstias do dia a dia. Benefícios da arnica
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Independentemente da forma de uso, a arnica é uma planta procurada desde tempos ancestrais por seus efeitos anti-inflamatórios, que hoje sabemos estarem associados a compostos conhecidos como lactonas sesquiterpênicas. Além de inibir a inflamação, eles atravessam a pele de forma eficiente – por isso, sua principal aplicação é tópica, para combater dores, inchaços e aliviar hematomas. Produtos à base de arnica costumam ser feitos a partir da Arnica montana, uma planta originária da Europa.
No entanto, o gênero Arnica conta com cerca de 30 espécies com propriedades semelhantes. No caso de um produto comprado na farmácia, confira na embalagem qual planta está presente. Em geral, a apresentação mais comum da arnica é em cremes ou géis, que costumam ter os compostos bioativos mais concentrados do que na planta natural.
É por isso que, embora o chá também possa ajudar, os produtos industrializados costumam ser mais eficientes em produzir o alívio dos sintomas. Como usar o chá O chá é feito com as flores secas da arnica e aplicado sobre a pele na área onde você quer aliviar os sintomas, por meio de compressas. Mais de saude
A infusão feita em casa jamais deve ser ingerida, pois pode causar toxicidade e prejudicar a saúde: o único “chá de arnica” seguro para ser bebido é a versão homeopática que, por definição, não tem qualquer traço detectável dos compostos da planta. Um ponto de atenção ao utilizar o preparado caseiro é que, no Brasil, a verdadeira arnica não é uma planta nativa encontrada na natureza. A menos que você tenha comprado sementes específicas do gênero Arnica, é muito provável que esteja diante de outra espécie que é chamada popularmente de “arnica”, mas na verdade é uma planta diferente – casos da “arnica silvestre” (Solidago chilensis) ou da “arnica brasileira” (plantas do gênero Lychnophora). Leia também: Panorama da Saúde: Ciência, vírus e recuperação de atletas
As evidências científicas mais robustas se referem ao gênero Arnica. Versões de outras espécies que por vezes são comparadas à arnica verdadeira são consagradas na medicina popular por trazer efeitos parecidos, mas são menos pesquisadas do que a planta europeia, e podem não trazer o resultado desejado. E vale o lembrete:
independentemente de ser a arnica “verdadeira” ou suas versões naturais, cremes, géis e compressas com chá só devem ser aplicados sobre a pele íntegra. Em casos de feridas abertas, busque orientação médica, pois a aplicação de produtos inadequados pode dificultar a cicatrização e dar margem para infecções.
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