
- Author, Ian Aikman e Pumza Fihlani
- Role, BBC News
- Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
Uma cepa pouco comum do hantavírus, que pode ser transmitida entre pessoas que se mantêm em contato próximo, foi detectada em pacientes afetados por um surto mortal a bordo de um navio de cruzeiro holandês no oceano Atlântico.
O Ministério da Saúde da África do Sul informou que a cepa andina do vírus foi detectada em duas pessoas evacuadas da embarcação para aquele país.
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Três passageiros do navio MV Hondius morreram desde que o cruzeiro zarpou na Argentina há cerca de um mês, para uma viagem através do oceano Atlântico.
Outras três pessoas com sintomas foram transferidas do navio na quarta-feira (6/5) pela manhã, para que recebessem assistência médica na Holanda, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Neste momento, o risco geral para a saúde pública continua sendo baixo", destacou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Foi iniciado o acompanhamento e monitoramento dos passageiros a bordo do navio e dos que já desembarcaram." Leia também: Lula e Trump: o que os dois presidentes querem ganhar com encontro na Casa Branca?
'Não posso permitir que entre nas Canárias'
As pessoas evacuadas são um britânico de 56 anos, um cidadão holandês de 41 e uma alemã de 65, segundo o Ministério de Relações Exteriores da Holanda.
A empresa operadora do cruzeiro, Oceanwide Expeditions, havia declarado anteriormente que duas das três pessoas retiradas eram membros da tripulação, incluindo o médico do navio, que seria de nacionalidade britânica.
O terceiro caso é de uma passageira vinculada a um cidadão alemão que morreu a bordo na semana passada.
A OMS também confirmou que um cidadão suíço regressou ao seu país após viajar no navio e está recebendo tratamento contra o hantavírus, em um hospital de Zurique.

Crédito, OMS Mais de mundo
Cerca de 150 pessoas permanecem a bordo do MV Hondius sob "rigorosas medidas de precaução", segundo a operadora.
No momento, o navio está ancorado perto de Cabo Verde, em frente à costa ocidental da África. Sua previsão é se dirigir para as Ilhas Canárias, onde os passageiros poderão finalmente desembarcar.
A Espanha aceitou o plano, mas a autoridade regional das Canárias expressou sua oposição, pedindo uma região urgente com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Leia também: Quem foi Apolônio, o 'Jesus grego' que foi cancelado pelo cristianismo
"Não posso permitir que entre nas Canárias", declarou o presidente do governo das Canárias, Fernando Clavijo, à rádio Onda Cero. "Esta decisão não obedece a nenhum critério técnico, nem recebemos informações suficientes para oferecermos uma mensagem de calma."
Nas redes sociais, Clavijo pediu "segurança e garantias, tanto para os passageiros, quanto para os moradores das Ilhas Canárias".
A única transmissível entre seres humanos
Até o momento, foram identificados oito casos de hantavírus entre as pessoas que estiveram a bordo, segundo a última atualização da OMS. Três deles foram confirmados e cinco são suspeitos.
O organismo reiterou que o risco de transmissão para a população em geral é baixo.

Crédito, Getty Images
'Obrigação moral e legal de ajudar'

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