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Celulares Android podem ajudar a prever terremoto?

Celulares Android podem ajudar a prever ganha peso no noticiário por causa dos desdobramentos mais recentes.

Celulares Android podem ajudar a prever terremoto?
Celulares Android podem ajudar a prever terremoto?
Uma mulher apavorada carrega uma criança pequena com um dos braços enquanto segura o celular com a outra mão em uma rua de Caracas, após os dois terremotos de 24 de junho

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Os celulares alertaram milhões de venezuelanos sobre o que estava acontecendo
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    • Author, Redação
    • Role, BBC News Mundo
  • Published Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 4 min

A cena se repetiu, com pequenas diferenças, em casas, lojas e empresas de toda a Venezuela: um alerta insistente soou nos celulares, as pessoas olharam para a tela e, após um breve momento de incerteza, deixaram o local em busca de proteção. Segundos depois, tudo começou a tremer.

Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama

Foi assim que o sistema de alerta de terremotos do Google avisou milhões de venezuelanos que usam o sistema operacional Android sobre os dois terremotos que atingiram o país em 24 de junho deste ano.

O alerta foi enviado a 11,4 milhões de pessoas na Venezuela que, segundo a gigante empresa de tecnologia, tiveram de alguns segundos a até dois minutos para reagir antes de sentir o impacto do forte terremoto de magnitude 7,2. Segundos depois, outro tremor, de magnitude 7,5, atingiu o país.

Como a Venezuela não conta com um sistema nacional de alerta precoce para esse tipo de evento, é provável que o sistema do Google tenha ajudado a evitar mortes e feridos. Leia também: Causa da morte de atriz de 'O Chamado' e 'Lilo & Stitch' foi Aids, aponta laudo

Mas como ele funciona?

Milhões de pequenos sismômetros

Um celular exibe o logo e o nome do Android na tela, sobre um fundo verde

Crédito, Getty Images

Em um artigo publicado em 2025, o engenheiro de software Marc Stogaitis explica como o Google desenvolveu um sistema de alerta precoce para terremotos (EEW, na sigla em inglês) usando as medições obtidas pela rede global de celulares Android.

"O acelerômetro de um celular Android, o mesmo sensor que gira a tela quando o aparelho é colocado na horizontal, também consegue detectar o movimento do solo provocado por um terremoto", explicou Stogaitis no texto.

Como existem milhões de celulares Android em todo o mundo, o sistema reúne as informações enviadas pelos aparelhos localizados na área afetada. Com esses dados, o Google estima a localização, a extensão e a intensidade dos tremores e, em seguida, envia alertas para todos os dispositivos Android na região atingida. Mais de mundo

A vantagem de medir as ondas P é que elas se propagam mais rapidamente e são menos destrutivas do que as ondas secundárias, também chamadas ondas S, geradas por um terremoto. Isso permite ganhar um tempo precioso para que as pessoas possam reagir.

O único requisito é que os celulares que detectam essas ondas estejam parados.

Segundo o Google, o objetivo do sistema é reunir essas informações rapidamente e alertar o maior número possível de pessoas antes da chegada das ondas S, que são as mais destrutivas. Leia também: O campo de golfe que era símbolo de opulência e virou refúgio da devastação

Dois tipos de alerta

O que fazer durante um terremoto

O sistema Android só envia notificações quando registra terremotos de magnitude igual ou superior a 4,5 e oferece dois tipos de alerta:

  • Be aware (traduzido como "Esteja Ciente do Alerta"), para tremores de menor intensidade.

Segundo o Google, durante os dois terremotos na Venezuela foram enviados alertas dos dois tipos. Cerca de 1,4 milhão de usuários receberam o aviso mais grave, com orientação para tomar medidas de proteção.

No artigo de 2025, a empresa informou que seu sistema de alerta de terremotos estava disponível em cerca de 100 países. Em muitos deles, como na Venezuela, não existe um sistema nacional de alerta para terremotos.

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