← Política
Política

Celso de Mello chama rejeição de Messias de infeliz, grave e injustificável

"Lamento, profundamente, a grave e injustificável deliberação hoje adotada pelo Senado Federal", afirmou o ministro aposentado e ex-presidente do STF (Supremo

Celso de Mello chama rejeição de Messias de infeliz, grave e injustificável

"Lamento, profundamente, a grave e injustificável deliberação hoje adotada pelo Senado Federal", afirmou o ministro aposentado e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, ao comentar a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga na corte. O indicado do presidente Lula (PT) no lugar de Luís Roberto Barroso, que renunciou em outubro de 2025, foi rejeitado por um placar de 42 votos a 34. Messias é o primeiro nome não aprovado em 132 anos, quando o Senado recusou indicação de Cândido Barata Ribeiro, escolhido pelo então presidente Floriano Peixoto, em 1894.

Para Celso de Mello, o atual AGU possuía "estatura jurídica, a qualificação profissional e a trajetória pública" condizentes com a aprovação, além de cumprir os dois requisitos previstos na Constituição para investidura no cargo: notável saber jurídico e reputação ilibada. Messias é, para o ex-presidente do STF, um jurista "sério, preparado e experiente". Leia também: Sindicato dos Bandidos de São Paulo vai protestar contra concorrência desleal

Leia no AINotícia: Lula indica Jorge Messias para o STF; sabatina no Senado nesta quarta

" A deliberação do Senado parece haver-se orientado por motivações de caráter marcadamente político, alheias à avaliação objetiva dos méritos pessoais, funcionais e jurídicos do indicado", continua o ministro em texto enviado à Folha na noite desta quarta-feira (29). Ele reconhece, entretanto, que é prerrogativa do Senado aceitar ou rejeitar o nome indicado pelo presidente da República.

Essa competência, afirma também, deve ser exercida com "espírito público, responsabilidade institucional e fidelidade aos parâmetros constitucionais". A decisão da Casa revisora é mais um capítulo da queda de braço entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, que vota nesta quinta (30) a derrubada de vetos de Lula ao PL da Dosimetria e pode aumentar o desgaste do governo em ano eleitoral. Para Celso de Mello, não houve "causa legítima" que justificasse a rejeição pelo Senado, que "perdeu uma oportunidade" ao tomar uma decisão "infeliz". Mais de politica

Segundo ele, a rejeição do nome representa um momento em que a política está "dissociada da justiça e da razão institucional" e pode comprometer o funcionamento das instituições. " A história, estou certo, saberá distinguir entre a dignidade do indicado e a impropriedade da rejeição", afirma. Leia também: Biografia lembra luta de Fernando Gasparian contra censura

Comentários

Sindicato dos Bandidos de São Paulo vai protestar contra concorrência desleal
Politica

Sindicato dos Bandidos de São Paulo vai protestar contra concorrência desleal

Ler matéria →

Leia também