O 'sonho mexicano': americanas se mudam para o país vizinho para viver
Ler matéria →
Crédito, Getty Images
- Author, Michelle Spear
- Role, The Conversation*
- Há 6 minutos
- Tempo de leitura: 5 min
Muitas pessoas vão reconhecer essa situação tão comum. Alguém insiste que um objeto simplesmente não está ali, que é impossível de encontrá-lo, apesar de dizer que fez uma busca minuciosa e eficaz. Outra pessoa chega, dá uma olhada rápida no mesmo lugar e encontra o objeto quase de imediato.
Leia no AINotícia: Panorama Mundial: Nobel da Paz, Tensões Internacionais e mais
"Está bem debaixo do seu nariz!"
Essa situação frustrante (para os dois envolvidos) revela algo fundamental sobre como o cérebro funciona. Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia depende de um processo chamado busca visual, e nosso cérebro não é tão eficiente nisso.
Mesmo quando algo está à nossa frente, o cérebro pode não perceber que ele está ali. Em outras palavras, olhamos, mas não vemos. Leia também: STF condena Eduardo Bolsonaro por articular ações do governo Trump
À primeira vista, procurar algo parece simples. Olhamos uma superfície — a bancada da cozinha, a mesa de trabalho, a gaveta de "tudo" — até encontrar o objeto.
Os psicólogos costumam descrever a atenção como um holofote que percorre o campo visual. Onde ele se concentra, a informação é processada em detalhes. O que fica fora dele recebe muito menos atenção.
Existe uma razão anatômica para o olhar se mover o tempo todo. O centro da retina — a fóvea — concentra a visão mais nítida. Mas ocupa apenas uma pequena parte do campo visual, do tamanho aproximado da unha do polegar e na distância do braço estendido.
Para enxergar bem uma cena, os olhos precisam se mover repetidamente, levando diferentes partes do ambiente a essa pequena área de alta resolução.

Crédito, Getty Images Mais de mundo
Esses movimentos são movimentos sacádicos, também conhecidos como "sacadas", e acontecem o tempo todo. Mesmo quando achamos que estamos olhando fixamente para algo, os olhos se movem discretamente de um ponto a outro.
Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem. Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais complexos sem ficar sobrecarregado de informação.
Olhando sem enxergar
A visão, afinal, não é apenas o que vemos. Leia também: Por que é improvável que brasileiro preso pelo governo Trump seja chefe do PCC
Uma das demonstrações mais conhecidas desse fenômeno aparece em um vídeo em que um grupo de pessoas troca passes com uma bola de basquete. Quem assiste deve contar o número de passes. Enquanto o espectador se concentra na tarefa, uma pessoa vestida de gorila atravessa a cena tranquilamente.
Cerca de metade dos espectadores não percebe o gorila.
O gorila não está escondido. Ele passa pelo centro da tela. Mas o cérebro, concentrado em contar os passes de basquete, simplesmente não o registra.

Crédito, Getty Images
Assim que a informação visual chega ao cérebro, ela é processada por diferentes vias. Uma delas, frequentemente chamada de via dorsal, segue em direção ao lobo parietal do cérebro, área responsável por funções essenciais como a percepção espacial e a orientação da atenção.
Homens e mulheres procuram de forma diferente?

Leia também no AINotícia
- O 'sonho mexicano': americanas se mudam para o país vizinho para viver com maridos deportadosMundo · agora
- Policiais mergulham na internet sombria em resgate global de criançasMundo · 3h atrás
- Como são as 'prisões para obesos' da China: pesagem duas vezes por dia, exercícios intensos e lanches proibidosMundo · 4h atrás
- 'Os ratos estão saindo das tendas': Gaza tem acampamentos infestados de roedoresMundo · 4h atrás

