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Ler matéria →A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou uma carta à Fifa protestando contra a anulação de gol de Vini Jr. na vitória do Brasil diante da Escócia por 3 a 0, em jogo válido pela 3ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. O lance aconteceu ainda no primeiro tempo de partida, quando o placar ainda estava em 1 a 0 para a seleção brasileira. O Estadão teve acesso ao documento.
Após checagem no VAR, o gol foi anulado por falta do camisa 7 brasileiro no zagueiro escocês. No entanto, em campo, o árbitro mexicano César Ramos não havia marcado a infração. No programa Seleção Estadão, o comentarista de arbitragem Paulo Caravina disse que a arbitragem de vídeo não deveria ter interferido no lance.
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Nele, a CBF pede que os critérios de intervenção do VAR sejam aplicados de maneira consistente. Para embasar o protesto, a entidade que governa o futebol brasileiro citou, inclusive, o lance que resultou no primeiro gol de Lionel Messi contra a Áustria, na 2ª rodada do Grupo J. Leia também: Investigação faz bets mencionarem frustração e estilo animado da CazéTV
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“Um aspecto que particularmente chamou nossa atenção durante este torneio foi a abordagem adotada pelo Árbitro Assistente de Vídeo (VAR). Ao longo da competição, parece ter havido uma clara ênfase em respeitar a interpretação do árbitro em campo e limitar a intervenção às situações que envolvam erros claros e evidentes. Acreditamos que essa filosofia beneficia o futebol, preserva a autoridade do árbitro e contribui positivamente para a fluidez do jogo”, diz um trecho do documento.
Em seguida, a entidade argumentou que a anulação do gol de Vini Jr. não estaria alinhada com os parâmetros que vêm sendo adotados pela arbitragem neste Mundial. Porém, disse que respeita as decisões do VAR e que o mesmo critério deve ser aplicado para todos os países, em todos os jogos da competição.
“O gol anulado do Brasil contra a Escócia, aos 21 minutos, não parece estar alinhado com a filosofia adotada ao longo da competição. Vale destacar que a decisão pareceu inesperada não apenas para a equipe brasileira, mas também para os jogadores escoceses, cujas reações imediatas sugeriram que não esperavam uma revisão nem a posterior anulação do gol”, diz outro trecho. Mais de economia
Além disso, a CBF também reclamou da escalação do árbitro César Ramos para a partida contra a Escócia. Em 2018, o mexicano apitou o duelo entre Brasil e Suíça pela fase de grupos e causou polêmica após validar o gol de empate dos suíços também com ajuda do VAR, mesmo com falta no lance. Segundo a entidade, o histórico negativo de Ramos deveria ser levado em consideração e a Fifa deveria ter designado outro juiz para a partida.
“Nosso principal interesse não é revisitar decisões individuais, mas assegurar que os critérios que regem a intervenção do VAR sejam aplicados de forma consistente, transparente e igualitária a todas as equipes ao longo do torneio”, explicou a CBF na carta. Leia também: ASSISTA AOS GOLS: Holanda supera Tunísia e pega Marrocos no mata-mata
Após a vitória sobre a Escócia, a seleção brasileira garantiu a classificação para a segunda fase da Copa e também o primeiro lugar do Grupo C. Com isso, enfrentará o Japão, segundo colocado do Grupo F. O jogo será realizado na próxima segunda-feira, 29, às 14 horas (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.
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Estadão Conteúdo
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