O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, nesta quinta-feira (28) sua desistência de concorrer a uma cadeira no Senado. A retirada da pré-candidatura ocorre após ele ser alvo de duas operações da Polícia Federal num intervalo de 11 dias. Ele deve divulgar um comunicado em suas redes sociais sobre a decisão.
O fim da pré-candidatura atende aos desejos de aliados do PL. O temor era que as suspeitas contra Castro contaminassem a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e de seu palanque no estado, o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). As mensagens de Castro agradecendo a Daniel Vorcaro, do Banco Master, por jantares em restaurantes de luxo tornaram inviável qualquer reabilitação do ex-governador. Leia também: Chanchada de Flávio com Trump pode acabar em duplo naufrágio
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Aliados avaliam que os diálogos poderiam ser associados aos áudios já divulgados de Flávio para o ex-banqueiro, agravando o desgaste sobre pré-candidatura do senador à Presidência. Castro foi alvo de operação nesta terça que apura as transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Master e fundos ligados à instituição. A ação ocorreu 11 dias depois de outra operação contra o ex-governador, para apurar na ocasião sua atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado como um sonegador contumaz.
Os diálogos sobre jantares com whisky, charutos e até carne folheada a ouro tornaram o cenário distinto do da semana passada, quando uma ala do PL defendia calma e evitava abandonar abruptamente o ex-governador após a operação sobre as relações com Ricardo Magro. Esse grupo apostava na proximidade de Castro com prefeitos do Rio de Janeiro e a alta na popularidade de Castro após a Operação Contenção, em que 117 pessoas foram mortas pela polícia no Complexo do Alemão em supostos confrontos —cinco policiais também morreram. O ex-governador tinha também empecilhos jurídicos para se candidatar, após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Leia também: Panorama da Política: Acordos Internacionais Mais de politica
condená-lo à inelegibilidade pelo uso de funcionários contratados em campanhas eleitorais. Comentários
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