Os principais recordes e números históricos ocultos da Copa do Mundo da Fifa
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Crédito, Getty Images
- Author, Joe Coughlan
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 5 min
A Casa Branca defendeu o direito da seleção da Argentina à liberdade de expressão depois que os jogadores exibiram, de forma controversa, uma faixa em apoio à reivindicação territorial do país sobre as Ilhas Falklands/Malvinas durante a comemoração da vitória sobre a Inglaterra na Copa do Mundo.
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A Argentina pode ser alvo de medidas disciplinares da Fifa por causa do episódio, que pode configurar uma violação das regras da entidade sobre manifestações de caráter político.
Questionado se os jogadores haviam agido de forma errada, Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo da Fifa, afirmou nesta sexta-feira que a equipe teve a oportunidade e o direito de "fazer essas declarações" em território americano.
As declarações podem aumentar ainda mais a polêmica em torno do episódio, que levou o gabinete do primeiro-ministro britânico a apoiar os pedidos para que a Fifa investigue o caso. Leia também: Criadora do ChatGPT diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque
As Ilhas Falklands/Malvinas, um território ultramarino britânico localizado no sul do Oceano Atlântico, continuam sendo alvo de uma disputa de soberania entre o Reino Unido e a Argentina.
Após a semifinal de quarta-feira, os jogadores argentinos exibiram uma faixa com a frase "Las Malvinas son Argentinas" ("As Malvinas são argentinas").
Falando a jornalistas nesta sexta-feira, Giuliani fez referência à Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.
"Nós acreditamos nos direitos garantidos pela Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos", afirmou.
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O gabinete do primeiro-ministro britânico apoiou os pedidos para que a Fifa investigue o episódio. O porta-voz oficial de Keir Starmer afirmou:
"A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas certamente são. Nosso compromisso com as Malvinas jamais vacilará." Leia também: EUA assinam acordo histórico que permite Arábia Saudita desenvolver energia
Downing Street acrescentou que uma eventual punição aos jogadores argentinos que exibiram a faixa é "uma questão da Fifa", mas endossou a posição do secretário de Negócios e Comércio, Peter Kyle, de que a entidade máxima do futebol deveria investigar o caso.
Já o governo das Ilhas Falklands afirmou estar "decepcionado, mas não surpreso" com a exibição da faixa e disse esperar que a Fifa "sancione todos os comportamentos dessa natureza, de acordo com suas próprias regras".
"Não queremos ver a política sendo levada para o esporte", acrescenta a nota.
"Também não queremos que as ilhas e seus habitantes sejam usados como uma bola política em toda conversa sobre Inglaterra e Argentina."
Em 2013, os moradores das Ilhas Malvinas/Falklands votaram de forma esmagadora pela permanência como território ultramarino britânico.

Entenda a disputa pelas Ilhas Malvinas em cinco pontos
- 1690: um capitão inglês faz o primeiro desembarque registrado nas ilhas.
- 1764: franceses fundam o primeiro assentamento permanente.
- 1765: britânicos se estabelecem na ilha Ocidental; são expulsos pelos espanhóis em 1770, retornam em 1771 e deixam o local novamente em 1774.
- 1820: a Argentina recém-independente proclama soberania sobre as ilhas.
- 1833: o Reino Unido expulsa as autoridades argentinas remanescentes e instala um governador.
- 1982: começa a Guerra das Malvinas.
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