Jaguar confirma revelação do Type 01 em outubro: tudo sobre o GT elétrico
Ler matéria →Rádio Faro. Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. O governador do Banco de Portugal recusa a tese do milagre econômico do governo de António Costa. Em entrevista ao Observador, Álvaro Santos Pereira alerta o atual executivo da AD que o país precisa de reformas para crescer mais e dá o exemplo das alterações ao Código do Trabalho. Álvaro Santos Pereira reconhece que a economia portuguesa tem vindo a crescer nos últimos anos, sobretudo depois da adesão ao euro. No entanto, diz que não houve nenhum milagre econômico, como defendeu o antigo primeiro-ministro António Costa, e deixa um recado ao atual governo: são precisas reformas, caso contrário, o país não vai ter crescimentos além dos 2%.
Nós, neste momento, com crescimentos de cerca de 2%, crescimentos totais, estamos a falar de uma economia que claramente está bem melhor do que estava nos anos após termos aderido ao euro. Esses anos até à crise financeira e um pouco depois. Quer isso dizer que somos um milagre econômico? Não, não somos. Nós temos uma economia a crescer de uma forma moderada. Nós precisamos crescer mais. Para crescermos mais, precisamos de reformas.
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Álvaro Santos Pereira diz que quer ver mais consenso entre governo e partidos da oposição para que tal aconteça, nomeadamente na legislação laboral. O governador do Banco de Portugal gostaria de ver essa discussão regressar à concertação social e à Assembleia da República.
O que eu gostaria que nós voltássemos é exatamente pensar a nível global e com o maior consenso possível, quais são as reformas que nos poderão tornar mais competitivos. Isso vai nos ajudar a melhorar a produtividade. Pergunta-me na questão laboral, eu já há muitos anos que defendo isso e, aliás, a OECD faz a mesma coisa e vários bancos centrais falam sobre essa matéria. Eu defendo um modelo de flexissegurança, ou seja, eu defendo que tem que haver maior flexibilidade, mas protegendo mais o trabalhador. Ou seja, dá-se mais flexibilidade no posto de trabalho, mas proteges mais o trabalhador.
Ora, o governador do Banco de Portugal não esclarece se a reforma laboral, que tinha sido proposta pela AD, que foi chumbada no Parlamento, vai ou não ao encontro desse modelo de flexissegurança que defende. Outra das reformas que Álvaro Santos Pereira gostaria de ver discutida é a do sistema de pensões. Nesta entrevista ao Observador, o governador do Banco de Portugal diz que o país precisa de um consenso partidário para atingir um modelo inspirado nos países escandinavos. E já pode ouvir o Sob Escuta em podcast. A entrevista ao governador do Banco de Portugal passa aqui na rádio depois do jornal do meio-dia. O prazo para a classificação dos exames nacionais terminou ontem, mas a Missão Escola Pública garante que ainda há professores a corrigir provas esta manhã. A denúncia é feita à Agência Lusa por uma fonte deste movimento que reúne professores. A porta-voz indicou conhecer relatos de colegas que receberam ontem à noite itens para classificar, sobretudo relativos às provas de matemática e de português, e que se continuaram a registrar alguns problemas já identificados anteriormente, como a ausência de folhas de continuação ou folhas com caligrafia diferente. Recorde-se que ontem de manhã o ministro Fernando Alexandre tinha garantido aos jornalistas que já estavam corrigidas 99% das provas. Até o momento, o Ministério da Educação ainda não confirmou que a totalidade dos exames já está classificada. As pautas com as notas devem ser afixadas amanhã nas escolas, dia em que o ministro é chamado ao Parlamento para um debate de urgência. Esta tarde realiza-se o debate sobre o estado da nação com a presença do governo. Este debate, Carla, deve ficar marcado pelos problemas relacionados com a correção dos exames nacionais e também com a ameaça de um inquérito parlamentar. O tom tem vindo a subir por parte do Partido Socialista. José Luís Carneiro diz que o processo expôs a incapacidade do governo, pondo em risco o futuro de milhares de jovens. Ontem à noite, a entrevista à CNN Portugal, o líder socialista admite avançar com uma comissão parlamentar de inquérito. Leia também: Menina Antonela emociona o país com relato de luto e fé na Festa do Carmo
Se na sexta-feira houver falhas e se mantenham as falhas, é muito provável que a nossa decisão, vou ouvir os órgãos do Partido Socialista, vou ouvi-los, aliás, no decurso das próximas horas, quer o Secretariado Nacional, quer a Comissão Política Nacional, é provável que o PS venha a acompanhar a iniciativa de uma comissão de inquérito.
É provável que o PS vá nesse caminho. José Luís Carneiro diz que tem recebido muitas queixas de professores e que vai ser preciso apurar o que correu mal neste processo. Ora, o líder parlamentar do PSD sai em defesa do ministro da Educação. Hugo Soares diz até que a grande maioria dos professores está a favor desta mudança.
A esmagadora maioria dos professores estão de acordo. Esta é uma mudança que eu não tenho dúvida, é boa para o sistema educativo e para os alunos. É mais justa, mais equitativa e é melhor para os professores, como de resto, repito, os professores consideram.
Declarações de Hugo Soares depois do primeiro-ministro ter afirmado que a resistência de alguns professores à digitalização das provas acabou por perturbar o processo de correção. O líder da bancada parlamentar do PSD admite essas dificuldades, mas reforça que a mudança é para melhor.
Quando se faz uma transformação desta monta, deste tamanho, há sempre dificuldades. Sim, nem tudo correu bem. Sim, estamos a mudar para melhor. Eu tenho dito, quero aqui repetir. Ouça, se fosse para deixar tudo na mesma, deixem governar o Partido Socialista, são ótimos nisso. Nós viemos mesmo para mudar. As mudanças têm resistências, como diz o senhor prime ministro. Claro que têm. Trazem dificuldades? Trazem. Eu ainda não vi ninguém dizer no espaço público que esta mudança é para pior. Mais de noticia
Hugo Soares, ontem à noite na SIC Notícias, sobre os problemas na classificação digital dos exames. E há um outro caso a colocar neste momento o governo sobre pressão e que está relacionado com as obras na casa do ministro da Administração Interna. Luís Neves divulgou ao Observador as faturas das obras, mas continua sem mostrar os comprovativos de pagamento. E aqui voltamos à entrevista de José Luís Carneiro à CNN. O secretário-geral do PS diz que o ministro deve explicações aos portugueses.
Ele, mais do que qualquer outra pessoa, sabe da importância do escrutínio democrático para quem desempenha funções de natureza política e da importância que tem esclarecer todas as questões que há a esclarecer. É isso que eu espero que ele venha a fazer.
A exigência de José Luís Carneiro. Luís Neves, na entrevista à CNN Portugal, também ontem, o líder do Chega remeteu eventuais ações contra o Governo e o ministro para depois do debate sobre o Estado da Nação. O debate começa às 15h30 no Parlamento, vai ser acompanhado em directo aqui na Rádio Observador. Antes disso, vamos ter um explicador alargado com representantes dos principais partidos. É logo a seguir ao Jornal das Nove. Rui Rio acusa o governo de Luís Montenegro de não ter coragem nem vontade para fazer reformas urgentes no país. O antigo presidente do PSD dá dois exemplos: a reforma no sistema político e na Justiça. Rui Rio esteve ontem numa conferência em Bragança. O tema: Reformar o Regime e o Retrato da Crise do Regime Democrático. Aos jornalistas, à margem desta conferência, o antigo líder social-democrata critica o governo e a classe política no geral, por não fazer reformas. Rio diz que os políticos têm medo de ir contra os interesses instalados no país. Leia também: Aluno de aviação morre após banho de óleo em Ponta Grossa; rito é investigado
Muito difícil fazer reformas e a própria classe política, chamemos assim, não gosto muito de dizer desta maneira, mas enfim, não tem tido a vontade e a coragem de as fazer. Não tem tido coragem, porque tem medo também de fazer essas reformas e de mexer com interesses instalados. Porque quando se mexe com interesses instalados, obviamente que há tumultos e há problemas, porque os benefícios de uma reforma aparecem uns anos depois, mas a contestação aparece logo no momento. A verdade é que as coisas se vão desatualizando.
Rui Rio, ontem, em Bragança, aos jornalistas. O antigo presidente do PSD volta também a fazer críticas ao Ministério Público e à Polícia Judiciária. Considera que estas duas entidades não estão a fazer o suficiente para combater a corrupção no país. São 07h08, Carla. Que outras notícias a destacar? No Médio Oriente, os Estados Unidos continuam os ataques contra o Irão pela quinta noite consecutiva. O Comando Central Norte-Americano indica que a última vaga de bombardeamentos atingiu centros de comando e instalações de defesa aérea. A Casa Branca afirma que a prioridade estratégica é manter aberto o Estreito de Ormuz. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, rejeita a ideia de enviar soldados para o Irão. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, recebe hoje representantes de mais de 70 países, incluindo Portugal, que vai estar representado pela embaixada em Washington. Quer abordar aquilo que apelida como o ressurgimento do terrorismo político, em particular o da extrema-esquerda, que tem desestabilizado as sociedades livres e democráticas. No futebol, a Argentina é a segunda seleção finalista do Mundial. Venceu ontem a Inglaterra por 2 x 1. A Argentina vai agora encontrar Espanha na final do próximo domingo. O jogo que define o terceiro lugar do Mundial é já no sábado, será Inglaterra-França.
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