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Carlos Bolsonaro diz que ‘militarização’ foi um dos maiores erros do governo

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, espera do lado de fora de um hospital enquanto seu pai chega para cirurgia de hérnia, cumprindo uma

Carlos Bolsonaro diz que ‘militarização’ foi um dos maiores erros do governo do
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, espera do lado de fora de um hospital enquanto seu pai chega para cirurgia de hérnia, cumprindo uma pena de 27 anos por conspirar contra seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Brasil, 24 de dezembro de 2025. REUTERS/Diego Herculano
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, espera do lado de fora de um hospital enquanto seu pai chega para cirurgia de hérnia, cumprindo uma pena de 27 anos por conspirar contra seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Brasil, 24 de dezembro de 2025. REUTERS/Diego Herculano

A declaração foi dada no dia 26 de junho, durante agenda do pré-candidato em Timbó (SC). O vídeo repercutiu neste sábado, 11, depois que um corte foi publicado nas redes sociais.

“Não tinha ninguém que ele conhecia que não fosse das Forças Armadas”, disse Carlos. Ele classificou a chegada de militares ao Executivo como um acidente na trajetória política do pai, que ocorreu devido a “falta de estrutura” por trás de Jair Bolsonaro.

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Ele afirmou que o irmão, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não repetirá esse modelo.

“Hoje em dia eu tenho a certeza absoluta que o Flávio não fará essa militarização em torno de si, mas de pessoas realmente técnicas. Pessoas que entendem o movimento e não são positivistas como eram os militares”, disse.

Levantamento do Ipea publicado em 2022 mostrou que a presença de militares em cargos civis do governo federal quase triplicou entre 2013 e 2021. O número saltou de 370 para 1.085 postos, alta de 193%. O estudo apontou que a gestão de Jair Bolsonaro distribuiu uma quantidade significativa de cargos a oficiais em pastas estratégicas, como Saúde, Economia e Meio Ambiente, áreas que eram alvo de críticas ao governo. Mais de economia

A maior concentração de militares esteve nos cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e Função Comissionada do Poder Executivo (FCPE). Entre 2013 e 2018, a presença de militares nesses postos variou de 303 para 381 cargos. Com a chegada de Bolsonaro ao poder, o número quase dobrou em 2019, para 623, e chegou a 742 em 2021. Leia também: Governo tenta enxugar PEC dos agentes de saúde para reduzir impacto bilionário

Os maiores aumentos porcentuais ocorreram em pastas sob críticas ao governo Bolsonaro. No Ministério da Economia, a presença de militares foi de 1, em 2013, para 84, em 2021, alta superior a 8.000%. Na Saúde, comandada durante a pandemia pelo general Eduardo Pazuello, o número passou de 7 para 40 militares, aumento de 471%. O Meio Ambiente foi de 1 para 21 comissionados no período.

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