Natanzinho e Safadão Incendeiam Ribeirão Rodeo Music com Estreia e Retorno
Ler matéria →O icônico dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, uma das figuras mais proeminentes da dança brasileira, enfrentou recentemente um dos maiores desafios de sua vida. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, ele compartilhou detalhes sobre sua luta contra uma neuroradiculopatia desmielinizante inflamatória crônica, uma doença autoimune que o privou dos movimentos das pernas por meses, e a reflexão sobre uma possível mudança de carreira, embora tenha se recuperado e retornado à sua paixão. A revelação foi feita durante sua passagem por Santos, no litoral de São Paulo, onde ministrou uma oficina de samba.
A Batalha Contra a Doença e a Crise de Carreira
Carlinhos de Jesus descreveu o período de tratamento como extremamente difícil, necessitando de morfina por mais de dez dias. A imobilidade e a incerteza o levaram a considerar um futuro fora dos palcos. “Numa das madrugadas que eu não conseguia dormir, eu fiquei pensando: ‘bom, eu sou pedagogo por formação, então vou distribuir currículos meus próximo à minha residência’”, relatou o artista ao G1. Além de cogitar trabalhar em escolas, ele também pensou na possibilidade de se tornar motorista de aplicativo nas horas vagas.
Apesar do prognóstico inicial desafiador e da dificuldade em receber o diagnóstico, o dançarino expressou gratidão pelo tratamento que lhe permitiu uma recuperação antes do esperado, afastando definitivamente a ideia de abandonar a dança. Leia também: Corpo de Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, é encontrado após 48h de buscas em Goiás
O Retorno Triunfal e a Celebração da Vida
A recuperação de Carlinhos de Jesus permitiu seu retorno às atividades, incluindo a recente oficina de samba em Santos. Ele também emocionou o público ao retornar à Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste último Carnaval, após um hiato de cinco anos. Embora tenha desfilado em uma cadeira motorizada, carinhosamente chamada de “movingjet”, o momento foi marcado por aplausos e uma energia positiva da plateia, que o reconheceu e celebrou sua presença na avenida. Ele nutre a esperança de retornar à Sapucaí sem o auxílio da cadeira no próximo ano, conforme destacou ao G1.
Jurado do quadro “Dança dos Famosos” do Domingão do Huck, Carlinhos ressaltou a essência da dança como uma forma de expressão profunda, que transcende sequências coreográficas. “É mostrar e ela entender, e o corpo entender aquele movimento”, afirmou, descrevendo a dança como “escrever com o corpo o movimento e a emoção que você sente no momento”.
Superação e as Marcas da Vida
Em sua jornada de vida, Carlinhos de Jesus mencionou ter enfrentado dores indizíveis, destacando a perda do filho, assassinado no Rio de Janeiro anos atrás, como o maior desafio e sofrimento. “Não existe dor maior do que essa”, lamentou. A capacidade de lidar com a doença autoimune e de se reinventar diante das adversidades reforça sua resiliência e paixão pela vida e pela arte. Mais de noticia
O que se sabe até agora:
- Carlinhos de Jesus enfrentou uma neuroradiculopatia desmielinizante inflamatória crônica, que o deixou sem os movimentos das pernas por meses.
- Durante a internação e tratamento com morfina, ele cogitou abandonar a dança e trabalhar como pedagogo ou motorista de aplicativo.
- O dançarino teve uma recuperação bem-sucedida, antes do previsto, e expressou gratidão pelo tratamento.
- Ele marcou seu retorno às atividades com uma oficina de samba em Santos, no Centro de Cultura Patrícia Galvão.
- Carlinhos de Jesus desfilou na Sapucaí em cadeira motorizada neste último Carnaval, após cinco anos de ausência, e planeja retornar sem o equipamento.
- Ele define a dança como uma expressão corporal de sentimentos, sem a necessidade de palavras.
- A maior dor em sua vida, segundo ele, foi a perda do filho, assassinado no Rio de Janeiro.
A trajetória de Carlinhos de Jesus é um testemunho de resiliência e paixão, mostrando que, mesmo diante de grandes adversidades e dores profundas, a arte e a vontade de viver podem ser forças poderosas para a superação. Sua recuperação e o retorno aos palcos servem de inspiração, reforçando o poder transformador da dança em sua vida e na de seus admiradores. Leia também: São João de Campina Grande 2026: Menos é Mais e releitura de Ivete Sangalo agitam noite de 17 de junho
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