STF derruba norma que reduzia prazo de prescrição de ações de improbidade
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O nível do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de metade da população da Grande São Paulo, passou a operar nesta quarta-feira, 1º, na faixa de alerta, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), que fazem a gestão compartilhada do sistema.
O Cantareira fechou o mês de junho com 39,87% do volume útil, abaixo dos 40,52% registrados no fim de maio. Com o volume entre 30% e 40%, o sistema passou da faixa de atenção para a de alerta, como prevê a resolução que trata da operação dos reservatórios.
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A mudança obriga a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a reduzir a captação de água do Cantareira de até 31 metros cúbicos por segundo para até 27 m³/s. A redução na captação não significa que a população terá efeitos imediatos como redução no abastecimento ou racionamento de água. Restrições como essas dependem do volume de todo o sistema de abastecimento da região. Leia também: EUA se recusam a prorrogar acordo comercial com México e Canadá e buscam
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Para mitigar os impactos da redução da captação, a Sabesp também poderá utilizar neste mês a vazão eventualmente transposta no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul. Desde 2018, há uma interligação entre a represa da usina e a represa Atibainha.
O Sistema Cantareira é composto pelos reservatórios interligados Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,5 bilhões de litros. Embora os reservatórios do Cantareira estejam em território paulista, parte das águas provém de rios com nascentes e trechos em Minas Gerais.
No comunicado sobre a entrada na faixa de alerta, as agências ANA e SP Águas reforçaram a importância de adoção de medidas de uso racional da água “para preservar o volume de água armazenado nos reservatórios do sistema”. O Estadão entrou em contato com a Sabesp e aguarda retorno. Mais de economia
Período seco
Desde o início do junho, o sistema está no chamado período seco, que vai até. Entre o fim de 2025 e o início deste ano, o Cantareira passou cinco meses em nível crítico, operando na faixa de restrição (4). Somente em fevereiro, com o registro de chuvas acima da média, o sistema retornou ao nível de alerta (faixa 3).
Em abril, os reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo registraram o pior nível desde 2016 para o mês– que marca o fim da estação chuvosa e a transição para o período seco. O Cantareira, principal responsável pelo abastecimento da região, registrou neste verão o pior patamar desde a crise hídrica de 2014/2015. Leia também: Petróleo cai mais de 1% mesmo com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã
A temporada chuvosa de 2026 na Grande São Paulo, encerrada em março, trouxe uma recuperação parcial do nível dos reservatórios que abastecem os mais de 20 milhões de habitantes da região metropolitana.
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