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Canetas emagrecedoras ganha destaque após novo desdobramento em canetas

Canetas emagrecedoras: o guia da alimentação ideal, segundo consenso médico internacional Veja o que comer (e o que evitar) ao fazer uso de medicamentos como Ozempic e

Canetas emagrecedoras ganha destaque após novo desdobramento em canetas

Canetas emagrecedoras: o guia da alimentação ideal, segundo consenso médico internacional Veja o que comer (e o que evitar) ao fazer uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro Os medicamentos que imitam a ação de hormônios intestinais como GLP-1 e GIP— caso de Mounjaro e Ozempic— mudaram a forma como se trata a obesidade, graças à sua capacidade de derrubar os números da balança em pouquíssimo tempo. Acontece, porém, que este sucesso trouxe consigo um novo desafio.

Agora, é preciso garantir que a redução brusca do apetite e o emagrecimento acelerado não comprometam a ingestão de nutrientes, a massa muscular e a saúde a longo prazo. Foi de olho nessa e outras preocupações que três entidades europeias reuniram as melhores evidências disponíveis na literatura científica e publicaram o primeiro consenso médico do mundo dedicado ao acompanhamento da rotina alimentar de quem usa essas terapias. O documento saiu na aclamada revista científica

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The Lancet Diabetes & Endocrinology, no início deste mês, e é assinado pela Associação Europeia para o Estudo da Obesidade (EASO, na sigla em inglês), a Federação Europeia das Associações de Nutricionistas (EFAD) e a Coalizão Europeia de Pessoas que Vivem com Obesidade (ECPO). No artigo, as entidades destacam que a redução do apetite, os efeitos adversos gastrointestinais (considerados comuns) e as alterações no comportamento alimentar podem criar riscos nutricionais, funcionais ou psicológicos em alguns indivíduos. Por isso, o material destaca o que fazer para mitigar cada um deles, a começar pelo cardápio ideal.

Veja o que diz o consenso sobre o assunto: + O que usuários de canetas emagrecedoras devem comer? O consenso europeu aponta quanto de proteína, fibra e líquidos quem usa as “canetas emagrecedoras” precisa ingerir ao dia.

Também entra em detalhes sobre micronutrientes, carboidratos e calorias— reforçando que está errada a ideia de que quanto menos se come, melhor. 1- Ingestão de calorias Leia também: Farinha panko pode fazer mal à saúde? Veja benefícios e pontos de atenção

Segundo os médicos, a quantidade diária de calorias ideal deve ser definida de forma individualizada. No entanto, eles ressaltam que, se a ingestão estiver abaixo de 800 kcal por dia por um período prolongado, é preciso considerar reduzir a dose da terapia, interrompê-la temporariamente ou, em casos mais graves, parar o tratamento. 2- Proteínas Aqui, as recomendações também variam de paciente para paciente.

Mas, dá para dizer, em linhas gerais, que, durante a fase de emagrecimento, a meta é consumir de 1 a 1,5 gramas de proteína por quilo de peso corporal ao dia. Já na fase de manutenção do peso, a régua desce um pouco: 0,8 a 1 grama por quilo ao dia.

De forma mais geral, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) diz que cerca de 75 gramas diários de proteína de alta qualidade seriam suficientes para evitar que o corpo passe a “digerir” o próprio músculo para sobreviver à restrição calórica. Em nenhuma hipótese a ingestão diária deve ficar abaixo de 60 gramas. Além disso, o consumo precisa ser distribuído ao longo do dia, com 25 a 30 gramas em cada refeição principal, quantidade ideal para estimular a síntese muscular.

Nos intervalos entre as refeições, a recomendação é reforçar a o consumo de proteínas com lanches, fechando a conta diária sem depender de uma única refeição cheia do nutriente. A suplementação proteica (como uso de whey protein, caseína, proteína de soja, bebidas prontas ou barras de proteína) deve ser considerada somente quando a ingestão alimentar for insuficiente, conforme avaliação do nutricionista. Essas medidas são importantes porque são as proteínas que favorecem a formação e manutenção de nossos músculos.

“ Quando há uma perda importante de peso, parte dessa perda pode ocorrer às custas da massa muscular. E isso é algo que queremos minimizar“, explica a nutricionista Luna Azevedo, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sbem). Mais de saude

A especialista destaca que o resultado da baixa ingestão de proteína pode ser perda de força, piora da capacidade funcional e redução da taxa metabólica. “Por isso, ela passa a ser uma prioridade da alimentação durante esse tratamento, principalmente quando associada ao treinamento de força”, diz. O que priorizar:- Proteínas magras, consideradas de alta qualidade- Frutos do mar: atum, peixes brancos (como hadoque, pollock e bacalhau), camarão e outros frutos do mar;- Carnes vermelhas: devem ser magras e ingeridas em pequenas quantidades;- Aves: frango e peru sem pele;- Ovos e laticínios: ovos, iogurte natural, leite desnatado e queijo cottage;- Fontes vegetais: leguminosas (como feijão, lentilha e grão-de-bico), soja, produtos à base de soja (como tofu e tempeh) e quantidades moderadas de castanhas e sementes sem sal (cerca de 30 gramas por dia); 3- Carboidratos

Existe muito terrorismo em torno deste nutriente. Mas, diferentemente do que muitos poderiam esperar, o consenso não manda cortar os carboidratos, e, sim, escolhê-los melhor. “

As canetas favorecem a redução do apetite. Mas o objetivo não é comer o mínimo possível, e sim fornecer ao organismo tudo o que ele precisa dentro de um menor volume alimentar”, destaca Azevedo. Para tanto, ninguém de fora. Leia também: Acrilamida ganha destaque após novo desdobramento em acrilamida: o que é

Os carboidratos, por exemplo, são importantes fontes de energia. A recomendação é que, na hora das compras no mercado, o protagonismo seja dado aos carboidratos complexos e ricos em fibras. Esse tipo é digerido mais lentamente pelo organismo, evitando picos de glicose no sangue e garantindo uma sensação de saciedade prolongada.

O que priorizar:- Alimentos integrais e não processados, com foco em carboidratos complexos ricos em fibras;- Vegetais: consumir em abundância e variedade, incluindo folhas verde-escuras (espinafre, couve), os coloridos (pimentão, tomate), quiabo, crucíferos (brócolis, couve-flor), raízes e tubérculos (cenoura, beterraba, batata, mandioca, inhame, banana-da-terra);- Frutas: incluir frutas inteiras, como frutas vermelhas, maçãs e frutas cítricas;- Grãos integrais: aveia, quinoa, arroz integral, cevada, trigo-sarraceno, milho, painço, fubá grosso, farinha de milho integral, teff, sorgo, além de pães e massas feitos com farinha integral;- Leguminosas: são bons exemplos o feijão, a lentilha e o grão-de-bico— que têm o bônus de somar carboidrato e proteína na mesma colherada. 4- Fibras

As fibras são essenciais para lidar com um dos principais efeitos adversos do uso dos análogos de GLP-1: a constipação. Por isso, para melhorar ou evitar esses sintomas, o ideal é ingerir pelo menos 25 gramas do nutriente por dia. O próprio consenso, porém, reconhece que pode ser difícil alcançar alcançar esse número, especialmente quando a ingestão de calorias é menor do que 1,5 mil kcal por dia.

E esse é um cenário comum entre quem usa esses medicamentos. Ainda assim, o artigo crava que, antes de correr para suplementos, deve-se dar prioridade às fontes alimentares de fibras. E aí o ideal é equilibrar as duas frentes: as solúveis, que aparecem na aveia, nas leguminosas e nas frutas, e as insolúveis, presentes nos grãos integrais, no farelo de trigo e nos vegetais.

Se a constipação persistir apesar da alimentação e da hidratação adequadas, suplementos com eficácia comprovada, como o psyllium, podem ajudar. O que priorizar:- Vegetais ricos em fibras (como brócolis, couve, couve-de-bruxelas, couve-flor e repolho); + 5- Ingestão de líquidos

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