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Canella desiste de disputa ao Senado e União Brasil abandona palanque de Flávio

A mudança de planos vem acompanhada do desembarque do partido da chapa de Douglas Ruas (PL), candidato do senador Flávio Bolsonaro no berço político do clã Bolsonaro

Canella desiste de disputa ao Senado e União Brasil abandona palanque de Flávio

Preso em flagrante no último dia 7 de julho durante uma operação da Polícia Federal, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, anunciou nesta segunda-feira, 3, que não vai mais concorrer ao Senado nas eleições deste ano na chapa bolsonarista do Estado.

A mudança de planos vem acompanhada do desembarque do partido da chapa de Douglas Ruas (PL), candidato do senador Flávio Bolsonaro no berço político do clã Bolsonaro.

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A decisão de Canella foi anunciada em um vídeo publicado pelo ex-prefeito nas redes sociais, uma baixa para Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República no Estado. O grupo do senador contava com a influência de Canella na Baixada Fluminense para frear o crescimento do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que estará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na região. Leia também: Superávit dos EUA com Brasil cresce em junho; país é o 13º maior comprador

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“Decidimos que o melhor caminho, neste momento, é continuar ao lado de quem mais precisa. E por isso, disputarei um novo mandato de deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Sei que milhares de cariocas e fluminenses vinham depositando em mim a confiança e o incentivo para disputar uma vaga ao Senado da República. A vocês, que me colocaram na liderança em praticamente todas as pesquisas de intenção de voto, deixo o meu agradecimento do fundo do meu coração”, disse Canella.

A decisão de Canella de disputar uma cadeira na Alerj veio acompanhada do desembarque do União Brasil da coligação com o PL. O partido optou pela neutralidade, assim como o PP. O posicionamento será anunciado nesta terça-feira, 4, na convenção da Federação União Progressista comandada por Antônio Rueda.

O ex-prefeito de Belford Roxo é investigado sob suspeita de atuar como “braço político” de um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, movimentou R$ 7,6 bilhões de recursos do crime organizado por meio de uma rede de postos de gasolina ao longo de seis anos.

Além do fuzil encontrado no veículo de Canella, a PF apreendeu, em endereços ligados ao ex-prefeito, dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores, munições e relógios de luxo. Mais de economia

‘Continuo confiando na Justiça’

Na convenção do União Brasil, na sexta-feira, 31, Canella afirmou que “continua confiando na Justiça, de cabeça erguida”. Leia também: Moraes dá cinco dias para PGR opinar sobre suspensão de visitas políticas

“Não sou candidato de mim mesmo. Sou candidato de um grupo. Vocês sabem dos últimos acontecimentos. Continuo confiando na Justiça, de cabeça erguida”, disse Canella.

No fim, de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a revogação de todas as medidas cautelares impostas ao ex-prefeito. Com a decisão, o político deixa de usar tornozeleira eletrônica, recupera o passaporte e fica desobrigado das demais restrições fixadas após a prisão.

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