Câncer e fertilidade: o que fazer antes de começar o tratamento Quimioterapia, radioterapia e cirurgias podem comprometer de forma permanente a capacidade reprodutiva — mas há estratégias para evitar isso Receber um diagnóstico de câncer já é uma notícia de grande impacto. Para pacientes em idade reprodutiva, surge também uma preocupação adicional: a possibilidade de não poder ter filhos após o tratamento.
Este risco é real e bem conhecido de acordo com o tipo de tumor e do tratamento escolhido. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), terapias como quimioterapia, radioterapia e algumas cirurgias podem afetar diretamente os órgãos reprodutivos e desta forma a produção, a qualidade e a quantidade de gametas. Em muitos casos, essas alterações podem ser definitivas.
Leia no AINotícia: Coritiba Sub-17 goleia IAPE e se aproxima da semifinal da Copa do Brasil
Por isso um planejamento sobre a preservação da fertilidade precisa acontecer de preferência antes do início do tratamento. Fertilidade em risco — e pouco tempo para decidir A quimioterapia pode danificar a quantidade e a qualidade de óvulos e as células responsáveis pela produção de espermatozóides. A radioterapia, especialmente quando direcionada à região abdominal e pélvica, também pode comprometer a função reprodutiva.
Em mulheres, isto poderia levar à falência ovariana precoce e, portanto, a menopausa. Em homens, pode reduzir ou interromper a produção de espermatozoides. O desafio é que, na maioria das vezes, há pouco tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. Leia também: Agachamento ganha destaque após novo desdobramento em agachamento: 5 dores anormais que devem acender alerta durante o exercício manter boa postura durante o movimento é essencial para evitar
Ainda assim, sempre que possível, essa discussão deve ser feita de forma rápida e estruturada com a participação da equipe responsável pelo tratamento do tumor e do especialista em medicina reprodutiva. A American Society for Reproductive Medicine — uma das principais entidades internacionais na área de reprodução humana — recomenda que todos os pacientes com risco de infertilidade sejam informados sobre as opções disponíveis antes de iniciar o tratamento oncológico. +
Óvulos, sêmen e embriões: quais são as opções Para mulheres, o congelamento de óvulos é uma das estratégias mais utilizadas.
O processo envolve a estimulação ovariana e a coleta dos óvulos sob sedação, que são armazenados para uso futuro. Costuma durar 10 a 14 dias apenas. Outra possibilidade é o congelamento de embriões, que exige a fecundação dos óvulos antes do armazenamento.
Essa opção costuma ter taxas de sucesso um pouco mais altas do que o congelamento de óvulos, mas dependeria da presença e da concordância do parceiro ou da utilização de uma amostra de banco de sêmen. Para homens, o congelamento de sêmen é um procedimento mais simples e rápido, podendo ser realizado antes do início do tratamento com facilidade. A escolha entre as técnicas depende de fatores como idade, estado civil, tipo de câncer, urgência do tratamento e desejo reprodutivo futuro. Mais de saude
Não existe uma solução única — cada caso precisa ser avaliado individualmente. Preservar a fertilidade também é preservar o futuro É importante destacar que a preservação da fertilidade não garante uma gravidez futura.
As chances dependem de diversos fatores, como idade no momento da coleta e qualidade dos gametas. Ainda assim, essa possibilidade tem um impacto emocional significativo. Para muitos pacientes, saber que existe uma chance de construir uma família após o tratamento representa esperança em meio a um momento difícil. Leia também: Chás para concentração ganha destaque após novo desdobramento em chás para concentração: veja 5 opções que podem ajudar a ter mais foco compostos bioativos de algumas infusões atuam no cérebro
A oncofertilidade surge justamente nesse contexto: integrar oncologia e reprodução humana desde o diagnóstico, oferecendo ao paciente não apenas tratamento da doença, mas também a preservação de perspectivas futuras. Nem todos os pacientes poderão ou desejarão seguir esse caminho. Mas todos deveriam ter acesso à informação — e, principalmente, ao tempo necessário para decidir.
Porque, no tratamento do câncer, olhar para o futuro também faz parte do cuidado. * Dani Ejzenberg é ginecologista e especialista em Reprodução Assistida na ENNE Clinic.
Membro da Brazil Health (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)
Leia também no AINotícia
- Agachamento ganha destaque após novo desdobramento em agachamento: 5 dores anormais que devem acender alerta durante o exercício manter boa postura durante o movimento é essencial para evitarSaude · agora
- Mamadeira de whey ganha destaque após novo desdobramento em mamadeira de whey: pode dar suplemento e creatina para crianças? a influenciadora carol borba revelou que adiciona whey protein e creatinaSaude · 4h atrás
- Gêmeos, mesma doença, sintomas diferentes: como é viver com a Doença de FabrySaude · 4h atrás
- Quais xaropes no Brasil têm clobutinol, substância proibida pela Anvisa?Saude · 8h atrás
