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Ler matéria → Câncer de pele: pesquisa testa novo tratamento que pode reduzir tumores sem cirurgia invasiva
Estudo da Unicamp avalia um composto que une prata a anti-inflamatório. Expectativa é reduzir procedimentos invasivos, como a extração total de órgãos.
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Pesquisadores da Unicamp testam em humanos um composto de prata e anti-inflamatório para tratar câncer de pele não melanoma, buscando reduzir tumores e evitar cirurgias invasivas.
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Desenvolvido há 12 anos, o tratamento inovador aplica um adesivo com membrana bacteriana diretamente sobre a lesão, liberando a substância de forma contínua na pele.
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O novo método apresenta baixa toxicidade e surge como alternativa mais barata e menos agressiva que a quimioterapia, aguardando futura aprovação da Anvisa para comercialização.
A combinação entre anti-inflamatório e um complexo de prata pode transformar o tratamento do câncer de pele não melanoma, considerado o de maior incidência no Brasil, em uma terapia menos invasiva e traumática para os pacientes.
A técnica, que está em fase de testes, faz parte de uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que busca desenvolver uma alternativa aos tratamentos convencionais deste tipo de câncer. Leia também: Mendonça pede posição da PGR sobre transferência de Vorcaro
Em estudos preliminares, o tratamento mostrou potencial para dispensar a cirurgia, já que consiste na aplicação, direto na pele, da substância que une a prata ao anti-inflamatório.
O câncer de pele não melanoma atinge áreas do corpo que ficam mais expostas ao sol, como orelha, nariz e boca. O principal tratamento convencional é chamado de “ressecção”, que consiste na remoção de uma parte ou da totalidade do órgão ou tecido atingidos. Esse procedimento pode ser agressivo, afetar a função do tecido e a autoestima do paciente.
Dependendo dos resultados, os pesquisadores pretendem submeter a técnica à análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a expectativa de que ela possa chegar ao mercado nos próximos anos.
O Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma é celebrado neste sábado (13). Para entender o tratamento, o g1 conversou com a médica oncologista Carmen Silvia Passos Lima, coordenadora do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas da Unicamp e do Laboratório de Genética do Câncer (Lageca) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Mais de noticia
Nesta reportagem você vai ver:
- Qual o objetivo do tratamento com o complexo de prata e anti-inflamatório
- Por que a combinação é promissora para os pesquisadores
- Como o tratamento funciona e o que os estudos já mostraram
- Em que etapa a pesquisa está atualmente
- Quais outras vantagens da terapia criada na Unicamp
Tratamento inovador quer reduzir mutilações e cicatrizes
O câncer de pele não melanoma não é o tipo mais letal, nem o mais agressivo. No entanto, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o de maior incidência no Brasil. Embora tenha alta chance de cura, principalmente se for detectado de forma precoce, ele pode deixar mutilações bastante expressivas. Leia também: Copa 2026: Abertura nos EUA com Anitta
Isso ocorre porque. “A ressecção do tumor pode deixar sequela para o paciente. A cirurgia pode deixar, por exemplo, uma mutilação no lábio. Você tira um pedaço do lábio e a pessoa fica com alteração estética, na fala, na mastigação”.
“Pode ficar com uma prótese nasal, que é uma prótese bem feita, mas muda as feições da pessoa e a funcionalidade. Então, você perde o órgão importante, perde a sensibilidade”, completa Carmen.
🩹 Entenda: melanoma é um tipo de câncer de pele que surge nos melanócitos (células que produzem o pigmento da pele), enquanto "câncer de pele não melanoma" é o termo usado para reunir outros tipos mais comuns da doença, como os carcinomas basocelular e espinocelular. A palavra "melanoma" significa, literalmente, um tumor originado das células produtoras de melanina.
A pesquisa, em desenvolvimento há 12 anos na Unicamp, quer minimizar isso e reduzir a necessidade da ressecção. Os cientistas trabalham na criação de um composto que se mostrou eficiente nos testes com células e em animais.
O tratamento está sendo aplicado em casos de carcinoma de células escamosas cutâneo (CCEC) e usa o composto de complexo de prata (Ag) associado à nimesulida (NMS) desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp.
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