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campeões da copa do mundo

Mas ele já atuou de forma genial em alguns momentos

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Neymar conversa com Ancelotti antes de entrar em Brasil x Noruega
Neymar conversa com Ancelotti antes de entrar em Brasil x Noruega Imagem: Catherine Ivill - AMA/Getty Images

Carlo Ancelotti disse na entrevista à Folha, semana passada, que "não era gênio, nem tonto". Por tonto, entenda-se bobo. É isso. Ancelotti nunca foi gênio, nunca foi bobo. Mas ele já atuou de forma genial em alguns momentos. E já foi bobo em outros. Como neste miniciclo de Copa, o período de 2026, para ser mais específico.

Ancelotti foi bobo ao confiar em uma geração que já tinha mostrado que não ia ser a capitã de um título mundial. Foi bobo ao perder uma vaga no elenco- a de João Pedro- para levar Neymar. Agraciou os chefes e muita gente ganhou dinheiro, mas não serviu para o time. Foi bobo ao conhecer jogadores de última hora, nos amistosos de março, e já levá-los para a Copa- para depois descobrir que não dava para contar com eles. E foi bobo na leitura que fez da Noruega.

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A Costa do Marfim, na fase anterior, mostrou que a Noruega sofre quando agredida com muita gente e pelos lados. Sim, é verdade que naquele jogo Haaland foi pouco influente e recebeu uma bola no fim do duelo, o que foi suficiente para decidi-lo. Ancelotti achou mais importante evitar essa bola longa para Haaland do que atacar a fragilidade exposta pelos africanos. Consequentemente, decidiu que a seleção brasileira não deveria pressionar. E mesmo assim não evitou que a bola chegasse em Haaland.

Foi uma leitura completamente equivocada.

O destino do jogo poderia ter sido outro se Bruno Guimarães tivesse convertido o pênalti ou Endrick tivesse feito o gol que deveria ter feito? Sim, claro que sim. O jogo de futebol é feito de vários fatores. Um deles é o tático. Outro, a execução. A execução do Brasil foi ruim. Mas a execução que se apresentou não era decorrência de uma tática acertada. A execução (ruim) foi decorrência de lances aleatórios, que nada tinham a ver com o desenho tomado pelo jogo.

Nós brasileiros temos como hábito encontrar vilões. Acho que análises individuais podem ser feitas, sim. É natural, é do futebol. Mas, neste domingo, Ancelotti foi pior do que qualquer jogador. Mais de entretenimento

Pelo lado individual. Alisson não teve culpa de nada, mas já deu. Os laterais foram inoperantes a Copa toda, posições frágeis do Brasil há mais de cinco anos e para mim é inexplicável que nenhum técnico tenha visto isso para tomar caminhos diferentes. Gabriel Magalhães perdeu de Haaland e isso é aceitável, quase todos perdem de Haaland. Casemiro? Diniz e Dorival estavam certos, só tenho isso a dizer. Bruno Guimarães foi o segundo melhor do Brasil na Copa. Vinícius Jr foi o melhor, fez uma Copa grande, enorme. Leia também: receita federal do brasil: o detalhe que mais repercutiu

Os atacantes. Rayan não foi mal, mas não foi dada a ele a chance de ser mais influente. Tem que seguir. Raphinha não fez falta, sinceramente. Não tem que seguir. Matheus Cunha não merecia ter perdido espaço como perdeu- ele era o principal homem da pressão, e Ancelotti foi abrindo mão disso na Copa. E Neymar acho que nem merece comentários. Para os que esperavam que Neymar pudesse resolver o problema quando o problema aparecesse, a resposta foi dada em campo. Sim, os que achávamos que Neymar não tinha que estar na Copa estávamos certos.

A "era Neymar" na seleção acabou. Ainda bem.

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