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camisa do brasil 2026: o detalhe que mais repercutiu

Música da Copa criada por DJ em MG viraliza em diversos países e conquista até Neymar Produzida em Uberlândia com auxílio de inteligência artificial, a faixa do DJ M4IA

camisa do brasil 2026: o detalhe que mais repercutiu

Música da Copa criada por DJ em MG viraliza em diversos países e conquista até Neymar Produzida em Uberlândia com auxílio de inteligência artificial, a faixa do DJ M4IA viralizou, conquistou famosos e chegou até o camisa 10 Milhares de vídeos nas redes sociais, alcance internacional e até uma dancinha de Neymar ao lado da filha Mavie. Em poucas semanas, a música "Brasil" se transformou em um dos fenômenos ligados à Copa do Mundo na internet.

E por trás do sucesso está o DJ e produtor musical Guilherme Maia, de 31 anos, o DJ M4IA, que criou a faixa em Uberlândia (MG). O sucesso, no entanto, não foi exatamente uma surpresa para o artista. Embora ele admita que jamais imaginou uma repercussão tão grande, a estratégia por trás da produção foi cuidadosamente planejada.

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" Eu fiz tudo muito intencional. Eu não imaginaria que viralizaria tanto no nível que foi.

Hoje, graças a Deus, é um sucesso global, são mais de 178 países", contou em entrevista ao Terra. Segundo Guilherme, a ideia era criar um conteúdo com potencial para circular nas plataformas digitais. Para isso, ele usou conhecimentos adquiridos tanto na carreira musical quanto à frente de uma empresa de marketing.

" Eu tenho uma empresa de marketing, então eu estudei todos os passos dela. Fiz muito querendo viralizar", afirmou. Leia também: Bonnie Tyler acorda de coma induzido, mas segue em estado grave em Portugal

De acordo com o DJ, a canção combina elementos do phonk, recursos de inteligência artificial (IA) e referências tipicamente brasileiras, além do seu próprio processo criativo. Conforme explica o artista, o phonk surgiu a partir do hip hop underground norte-americano, mas foi na Rússia que o gênero ganhou popularidade ao incorporar influências do rap, do trap e do funk, com batidas marcantes, graves intensos e um ritmo acelerado. No Brasil, essa vertente passou por uma nova adaptação e incorporou características do funk nacional, dando origem a uma sonoridade mais dançante e com identidade própria.

Música curta e estratégia para viralizar A construção da faixa também foi pensada para favorecer a dinâmica das redes sociais. O produtor conta que percebeu uma lacuna na internet: ainda não havia uma música que embalasse a expectativa pela Copa do Mundo. Ele apostou em uma composição curta, de apenas 51 segundos, para incentivar a repetição e aumentar o engajamento.

" Fiz ela pequena, de 51 segundos, pensando em ser um áudio viral", explicou. Outro elemento escolhido de forma estratégica foi o funk.

Para ele, a batida tem forte ligação com os vídeos de futebol publicados no TikTok e no Instagram, o que ajudaria a impulsionar a circulação do conteúdo. Além disso, Guilherme decidiu citar Neymar na letra antes mesmo de o atacante ser confirmado na lista da Seleção Brasileira.

A escolha, inicialmente, foi alvo de críticas. Lançada em março de 2026, a música ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais após Carlo Ancelotti anunciar o retorno do camisa 10 à Amarelinha. " Mais de entretenimento

As pessoas me criticavam justamente por isso: 'Nossa, o cara fez uma música do Brasil que fala do Neymar, o Neymar nem foi convocado'", relembrou. Apesar disso, ele diz que muitos comentavam que justamente esse era o trecho mais marcante da música. Na avaliação do DJ, parte do sucesso da faixa está ligada justamente ao fato de ela ter "previsto" a convocação do jogador e, desde que foi lançada, a música registra uma média de sete execuções por pessoa, índice que, segundo ele, é semelhante ao alcançado por artistas do pop mundial.

Inteligência artificial como ferramenta A utilização de IA na produção também foi fundamental para que a música fosse lançada no momento certo, aproveitando a proximidade do Mundial. Guilherme, porém, faz questão de destacar que a tecnologia não substitui o trabalho humano.

" O uso da IA me ajudou muito. Se não fosse a IA, talvez eu não tivesse lançado ela em tempo hábil", afirmou. Leia também: Larissa Luz aproxima o rock do Carnaval em 'Desmonte', primeiro disco em sete

Segundo o produtor, a inteligência artificial foi empregada para acelerar processos criativos e de produção, mas todo o conhecimento acumulado ao longo dos anos foi indispensável para transformar a ideia em um produto capaz de alcançar milhões de pessoas. " Eu usei a IA 100% para otimizar a minha criação, mas precisei de todo esse conhecimento de produção musical para usar isso como combustível", resumiu.

Apesar de dizer que planejou a música para viralizar, o DJ conta que nem todos ao seu redor compartilhavam do mesmo otimismo. Na véspera da explosão nas redes sociais, ele ouviu da família que talvez fosse melhor deixar o projeto de lado. "

Elas falaram: 'Larga a mão desses vídeos, isso aí não vai te dar muito resultado'. Eu lembro que fiquei bravo e pensei: 'Podia dar certo uma vez, só uma vez, para mostrar que eu não estou maluco'", relembra. No dia seguinte, segundo ele, a música começou a ganhar força e se espalhar pela internet.

De Uberlândia para o mundo A repercussão internacional foi outro fator que surpreendeu o artista. Em poucos dias, a música passou a ocupar posições de destaque em plataformas de streaming e ganhou força em países europeus.

Nas primeiras semanas após o lançamento, a faixa chegou ao top 3 na Holanda, top 5 em Israel e top 50 na Suécia, segundo ele. Guilherme acredita que o reconhecimento fora do Brasil ajudou a consolidar o sucesso também por aqui. Hoje, ele coleciona histórias curiosas.

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