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Câmara dos EUA aprova resolução que limita poderes de Trump: os avanços na

Crédito, Getty Images Article Information Author, Kwasi Gyamfi Asiedu Author, David Gritten e Author, Helen Sullivan Published Há 2 horas Tempo de leitura: 6 min A

Câmara dos EUA aprova resolução que limita poderes de Trump: os avanços na
Capitólio dos EUA

Crédito, Getty Images

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    • Author, Kwasi Gyamfi Asiedu
    • Author, David Gritten
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    • Author, Helen Sullivan
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 6 min

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou nesta quarta-feira (3/6) uma medida que busca impedir o presidente Donald Trump de realizar novas ações militares contra o Irã.

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A votação foi apertada, com 215 a favor e 208 contra — quatro republicanos se juntaram aos democratas em uma rara demonstração pública de desaprovação da guerra, iniciada em fevereiro.

Esta foi a quarta tentativa da Câmara de limitar os poderes de guerra de Trump, que, segundo críticos, precisam de aprovação do Congresso.

A resolução ainda precisa passar pelo Senado, que é controlado pelos Republicanos. Mesmo que seja aprovada, é improvável que ela consiga restringir totalmente as ações militares contra o Irã. Leia também: Panorama Mundial: Tensões Geopolíticas e Cenário Político dos EUA

Trump poderia vetar a medida, e para derrubar o veto seria necessária uma maioria de dois terços em ambas as Casas legislativas.

Em maio, o Senado conseguiu avançar em uma resolução semelhante, após sete tentativas frustadas. Apesar disso, ainda não houve votação no plenário.

Câmara dos Representantes durante votação

Na votação desta quarta, os republicanos Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson se juntaram aos democratas para aprovar a resolução na Câmara.

O democrata Jared Golden, do Maine, que antes havia sido contra as medidas, declarou apoio desta vez.

"Somente o Congresso declara guerra, isso é algo que certamente precisamos proteger", disse Barrett, republicano de Michigan.

O deputado Gregory Meeks, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara, descreveu a votação como uma "repreensão bipartidária significativa à guerra ilegal do presidente Trump no Irã e o primeiro passo para encerrá-la de uma vez por todas". Leia também: Polícia de NY investiga vídeos de homens saindo do sistema de esgoto da cidade

Meeks afirmou que Trump não conseguiu atingir os objetivos declarados da guerra, ao mesmo em que aumentou os preços dos combustíveis no país e tornou ainda mais difícil uma solução diplomática para o programa nuclear iraniano.

"A aprovação desta medida hoje sinaliza um ponto de virada significativo: cada vez mais republicanos estão ouvindo seus eleitores, que não querem outra guerra sem fim no Oriente Médio", disse.

Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro. O Irã respondeu atacando Israel e Estados aliados dos EUA no Golfo, e efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma via marítima vital para o transporte global.

Em abril, os EUA anunciaram que iriam impor um bloqueio a navios que viajassem de ou para a costa do Irã.

No dia 08 de abril, os dois países anunciaram um acordo inicial de cessar-fogo.

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