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Ler matéria → Caiado diz que, se eleito, vai mandar proposta ao Congresso para equiparar facções criminosas a organizações terroristas
Promessa vai ao encontro de uma decisão do governo dos Estados Unidos, que a partir desta sexta passa a reconhecer o CV e o PCC como organizações terroristas. Medida já foi debatida no Congresso.
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O pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado afirmou que, se eleito, proporá ao Congresso equiparar facções criminosas a organizações terroristas.
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Em fevereiro deste ano, o Congresso rejeitou essa mesma equiparação durante a tramitação do Projeto de Lei Antifacção, após recuo de relatores.
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O senador Flávio Bolsonaro, que comemorou a decisão dos Estados Unidos, não participou da votação de emenda ao Projeto de Lei Antifacção que previa a equiparação.
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Caiado participou de um evento em Águas de Lindóia (SP) e informou que o seu candidato a vice-presidente deverá ser definido até a primeira quinzena de julho.
Caiado diz que vai mandar proposta ao Congresso para equiparar facções a terroristas Leia também: Stuart Angel, morto pela ditadura, vai receber diploma póstumo em economia
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta sexta-feira (5), que vai mandar proposta ao Congresso Nacional para equiparar facções criminosas a organizações terroristas, caso seja eleito presidente da República. Ele é pré-candidato à chefia do Poder Executivo federal.
A fala de Caiado aconteceu na manhã desta sexta, durante a 11ª edição do Encontro Brasileiro de Autos Antigos, na Praça Adhemar de Barros, em Águas de Lindóia (SP). O evento é voltado a fãs de carros clássicos e do automobilismo.
A promessa vai ao encontro de uma decisão do governo dos Estados Unidos. A partir desta sexta, as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passam a ser classificadas como organizações terroristas pela Casa Branca.
"Nós sabemos muito bem que essa decisão será tomada por mim também, chegando o dia 5 de janeiro. Eu, como presidente da República, encaminharei ao Congresso Nacional a denominação de terroristas ao Comando Vermelho e também ao PCC", afirmou Caiado.
"O que nós temos hoje é que ficou uma imagem muito ruim para o Brasil. Ficou uma imagem muito ruim porque o governo não teve a iniciativa de declarar os terroristas e aí, deixando com que os americanos fizessem em primeiro lugar", comentou. Mais de politica
Congresso já rejeitou equiparação
O Congresso Nacional já rejeitou, em fevereiro deste ano, equiparar o PCC e o CV como organizações terroristas. A discussão ocorreu em meio ao Projeto de Lei (PL) Antifacção.
No início do debate, em novembro de 2025, o relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), inseriu essa classificação nas primeiras versões do texto.
Derrite propôs uma alteração na "Lei Antiterrorismo" para equiparar facções criminosas a organizações terroristas. Leia também: Herança da pandemia, voto virtual na Câmara permite que Motta vote temas
Na prática, o texto previa retirar os crimes mais graves de domínio territorial da "Lei de Organizações Criminosas" e equipará-los a terrorismo, incluindo-os, portanto, na "Lei Antiterrorismo", com penas de 20 a 40 anos de reclusão para essas condutas.
PL Antifacção foi aprovado por 360 a 110 na Câmara— Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Diante das críticas de que a medida colocaria em risco a soberania nacional, Derrite recuou e retirou o trecho do parecer.
Apesar do recuo de Derrite, a oposição tentou incluir a equiparação com terrorismo de última hora, na votação no plenário, por meio de um destaque— proposta para votar um trecho separadamente —, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a manobra.
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