O fazendeiro que quis abandonar o narcotráfico na Colômbia, mas não pôde
Ler matéria →'Caí na cratera de um vulcão em erupção e sobrevivi a uma noite com bolhas de lava sob os pés'- Author, Asya Fouks e June Christie- Role, BBC Outlook- Published- Tempo de leitura: 8 min Um pouso forçado dentro de um vulcão ativo. Poderia acontecer algo pior com eles?
Sim, passar a noite inteira lá dentro, com bolhas de lava fumegante sob os pés. Era novembro de 1992 e Chris Duddy, da equipe de efeitos visuais de superproduções como Titanic e O Exterminador do Futuro 2, sobrevoava a Ilha Grande do Havaí para filmar cenas de um novo filme de Hollywood. Ele estava acompanhado pelo piloto Craig Hosking e pelo assistente de fotografia Mike Benson.
Leia no AINotícia: Mundo: Panorama do Oriente Médio e curiosidades animais
Eles atravessaram uma massa de neblina carregada de vapor e colidiram contra a rocha, o que provocou uma falha total do motor e fez com que caíssem dentro da caldeira vulcânica. Abaixo o relato dele sobre a história. Estamos voando, fazendo tomadas para o final do filme Sliver: Invasão de Privacidade.
É lindo. A lava flui do vulcão Kīlauea em direção ao oceano, bem na costa, e encontra a água, de onde sobe uma grande coluna de fumaça branca. Penso comigo mesmo:
" Não acredito que estão me pagando por isso. É o melhor trabalho do mundo". Leia também: Mundo: Data Centers, Ucrânia e Tarifas nos EUA movimentam a semana
É sábado de manhã e temos uma janela de duas ou três horas para sair e filmar, porque uma tempestade está se aproximando. Na cena do filme, os protagonistas estão voando sobre o vulcão, mergulham nele e a imagem desaparece. Fazemos uma tomada, assistimos e Mike diz:
" Acho que podemos fazer melhor". É aí que tudo sai do controle.
Ao nos aproximarmos novamente do vulcão, há muita fumaça e, à medida que avançamos, ela fica cada vez mais densa. Os corpos de Craig e Mike são sacudidos com tanta violência que desaparecem da minha vista por um segundo. Quando atingimos o solo, eles voltam a ser arremessados para fora.
Craig bate a cabeça e sofre um grande ferimento no olho, que sangra intensamente. Saltamos do helicóptero e olho ao redor; o rotor desapareceu, a seção da cauda está quebrada e caída no chão. Os vapores aqui embaixo são tão fortes que é muito difícil respirar.
Tossimos e nossos olhos ardem por causa do enxofre. Olhamos em volta e pergunto a eles: "Estamos dentro do vulcão? Mais de mundo
". Craig confirma. Alguém sabe que caímos?
Isto é imenso, do tamanho de um estádio de futebol. E estamos a cerca de 100 metros da borda. Temos que sair daqui de alguma forma.
Começamos a escalar, mas é muito difícil. A lava seca se desfaz, além de ser muito afiada. É como rastejar sobre cacos de vidro. Leia também: Gelo nos testículos e doação de sangue: os mitos vendidos a homens que buscam
Chego talvez até a metade, mas é impossível. "Tenho que parar. Não consigo continuar, é perigoso demais
", digo a Mike e Craig, que estão mais abaixo. Logo em seguida começa a tossir. "
Não consigo respirar, não consigo respirar! ". Ele vomita e tosse.
Está muito mal. Alguns helicópteros começam a sobrevoar o vulcão, e ouvimos um deles cada vez mais perto. Mas logo ele vai embora.
E Craig já não responde aos nossos gritos. Pensamos que o pior havia acontecido. 100 metros de precipício
Leia também no AINotícia
- O fazendeiro que quis abandonar o narcotráfico na Colômbia, mas não pôdeMundo · 4h atrás
- As outras Kahlo: quem foram as irmãs de Frida e como foi a relação com a artistaMundo · 4h atrás
- Motorista atropela multidão durante parada LGBTQIA+ em Berlim; uma pessoaMundo · 4h atrás
- Tribunal dos EUA impede Trump de aplicar ordem que dificulta voto pelo correioMundo · 8h atrás


