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Eduardo Sodré
Ribeirão Preto e Sertãozinho (SP)
O tanque do BYD Song Pro estava cheio de etanol, mas não deu para perceber. No início do teste realizado no interior de São Paulo, foi o motor elétrico que comandou as ações. O modelo chegou à linha 2027 com tecnologia híbrida flex. O preço parte de R$ 176.990 na versão GL.
O SUV médio passou por sua primeira avaliação em um circuito que começou no Museu da Cana, que fica em uma propriedade rural localizada entre os municípios de Sertãozinho e Pontal. Os primeiros quilômetros foram em estrada de terra, com depressões e lombadas.
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A versão GS testada custa R$ 199.990. Na prática, é menos do que o cobrado pela mesma opção em julho de 2024, quando o modelo chegou ao país. Na época, o valor era de R$ 199,8 mil, mas, além da inflação do período, a lista de itens de série era inferior. Não havia o teto solar disponível agora, por exemplo.
Foi justamente esse teto que resultou no ponto negativo da avaliação. Um rangido constante foi ouvido durante a passagem pela terra, resultado de alguma falha no encaixe da forração. Outras unidades disponíveis não apresentaram o problema. Leia também: Conselho da Paz diz que plano de Trump para Gaza “continua em pleno vigor”
Após percorrer o trecho sem asfalto em baixa velocidade, foi possível acelerar o Song Pro em uma rodovia. Na primeira retomada no modo híbrido, o motor a combustão acordou sem alarde, colaborando no ganho de velocidade. Segundo a BYD, a versão GS (219 cv) acelera do zero aos 100 km/h em 8,8 segundos.
Esse resultado é um pouco inferior ao medido pelo Instituto Mauá de Tecnologia em junho de 2024. Na época, o SUV cumpriu a prova em 8,5 s. A explicação pode estar na perda de potência: o modelo anterior tinha 235 cv.
A diferença é pequena diante do benefício. Conforme a BYD, o SUV é capaz de rodar 11,7 km com um litro do biocombustível no uso urbano quando a bateria chega ao limite mínimo —há sempre uma reserva de energia.
Com plena carga e tanque cheio de etanol, a autonomia combinada chega a 805 km, segundo a fabricante chinesa. Mais de economia
No cálculo baseado na norma do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), a versão GS é capaz de percorrer 72 km no modo 100% elétrico. Na prática, esse alcance se aproxima dos 100 km.
Ao alternar entre asfalto e terra, foi possível perceber que a suspensão está um pouco mais firme, o que melhorou o comportamento nas curvas. É mais uma prova da agilidade das montadoras chinesas para se adaptar ao gosto do consumidor brasileiro. Leia também: Presidente da Voepass diz que não sabia de falhas que antecederam acidente
A forração escura da cabine —que pareceu mais ampla após a alavanca de câmbio ser deslocada para a coluna de direção— é também uma readequação ao mercado nacional. Há também mudanças no para-choque frontal e no acabamento da terceira coluna.
A tecnologia flex, os ajustes de estilo e os preços devem ser suficientes para manter o BYD Song Pro entre os SUVs híbridos mais vendidos do país. A marca afirma que já foram vendidas mais de 53 mil unidades desde julho de 2024.
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