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Bruno Dantas deve trocar TCU por iniciativa privada, e Pacheco é visto como

O ministro Bruno Dantas deve deixar o TCU (Tribunal de Contas da União) e aceitar um cargo na iniciativa privada

Bruno Dantas deve trocar TCU por iniciativa privada, e Pacheco é visto como

O ministro Bruno Dantas deve deixar o TCU (Tribunal de Contas da União) e aceitar um cargo na iniciativa privada. Sua vaga no tribunal é uma das indicações que cabem ao Senado Federal. Não está acertado quando será a saída do ministro, que já presidiu o TCU, mas pessoas a par das conversas afirmam que a decisão deve demorar ao menos 30 dias.

Ele negocia com a Avibrás, empresa de tecnologia aeroespacial que entrou em recuperação judicial em 2022. A informação foi antecipada pela colunista Monica Bergamo da Folha. Nos últimos dias, Dantas teve uma conversa a sós com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

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Aliados do senador afirmam que o ministro contou que estava amadurecendo a ideia de deixar o tribunal e que ele deveria estar preparado para uma possível indicação. Senadores que acompanham a movimentação de Dantas dizem que não há nenhum nome capaz de enfrentar o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Três líderes do Senado afirmam que hoje a decisão cabe mais ao senador de Minas do que aos colegas. Leia também: Presidente do PT insiste, mas Pacheco diz que não pretende ser candidato ao

Alcolumbre queria que Pacheco tivesse sido escolhido por Lula (PT) para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) em vez do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias —que acabou rejeitado, numa derrota histórica para Lula. Plano A de Lula para o Governo de Minas Gerais, Pacheco tem repetido que seu futuro político ainda está em aberto e que até o fim deste mês pretende decidir se vai ou não ser candidato a governador.

Fabricante da área militar, a Avibrás conseguiu neste ano R$ 300 milhões de investidores brasileiros para retomar a produção de mísseis. Entre os investidores, está o empresário Joesley Batista, controlador da J&F. A proposta para comandar a Avibrás é fazer um rápido processo conhecido como "turn around", uma reformulação estratégica para salvar uma empresa em crise, reverter os prejuízos e colocá-la no caminho do crescimento —como ocorreu com a Embraer.

A meta é ambiciosa: modernizar e globalizar a companhia como um grande player internacional. Outras duas possibilidades são a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e um grupo de tecnologia do Oriente Médio. Dantas tem 48 anos e, em tese, mais 27 anos no cargo.

Foi presidente do TCU de 2022 a 2025 e integra a corte de contas desde 2014, tendo sido indicado pelo Senado, onde trabalhou como consultor legislativo de 2003 a 2014. Apesar do favoritismo de Pacheco, parlamentares admitem que haverá pressão para que uma mulher seja indicada para a vaga. Atualmente, os 11 ministros do TCU são homens. Mais de politica

Apenas duas mulheres figuram entre os 103 ministros que já passaram pelo tribunal desde a sua criação, em 1893: Ana Arraes e Helvia Castello Branco. Outros nomes citados para o lugar de Dantas são as senadoras Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Daniella Ribeiro (PP-PB), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O último indicado para o TCU foi o então deputado federal Odair Cunha (PT-MG), em abril, na vaga destinada à Câmara —completando as 12 cadeiras da corte, entre ministros titulares e substitutos. Leia também: Bruno Dantas deve trocar TCU por iniciativa privada, e Pacheco é visto como

Já o último indicado pelo Senado foi o então senador Antonio Anastasia, em 2021. A ida de Anastasia para o TCU foi tida como uma vitória de Pacheco por abrir caminho para que o hoje ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), de quem era próximo, assumisse o mandato. Silveira, do PSD, era suplente de Anastasia.

Enquanto a expectativa sobre sua saída aumenta em Brasília, Dantas tem julgado casos relevantes, como o que liberou o aporte federal no túnel de Santos e as pedaladas fiscais de 2014, que podem deixar a ex-presidente Dilma Roussef (PT), a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega inabilitados para ocupar cargo público por cinco anos. Nesta quarta-feira (13), o TCU julga a auditoria dos fundos públicos. Como mostrou a Folha, a auditoria aponta o uso de 16 fundos públicos e privados pelo governo federal para execução de políticas públicas fora do Orçamento regular.

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