O designer de jogos, Brendan Greene, é responsável não apenas por um jogo popular, mas sim por ter criado todo um gênero dos jogos. Um sucesso que repercute até hoje, garantindo também um espaço na gamescom latam 2026 para ele. Além disso, sua concepção de um jogo começou exatamente aqui, no Brasil, onde um conjunto de eventos infortúnios acabaram por culminar no seu sucesso.
Aqui, você vai entender melhor essa história e conhecer um pouco de PUBG, e dos Battles Royal, gênero bem popular até hoje. Além disso, você confere o que Brendan Greene disse em sua palestra exclusiva na gamescom latam 2026.
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Brendan Greene, quem é
Brendan Greene, mais conhecido pelo nick (apelido) PlayerUnknown, é um desenvolvedor de games irlândes, mais conhecido por seu trabalho em ‘PUBG: Battlegrounds’. Entretanto, muito antes disso, em 2013, Greene morava no Brasil, trabalhando como fotógrafo de eventos e designer de sites freelancer, em uma situação nem um pouco boa.
O desenvolvedor tinha acabado de se divorciar, enquanto juntava dinheiro como freelancer para conseguir voltar para a Irlanda. Algo que o fez passar a maior parte do seu tempo livre nos games, mais precisamente jogando Dayz, um mod de Arma 2. O survival em mundo acabou sendo a principal inspiração de Greene para começar, criando seu próprio mod.
Após um ano testando a jogabilidade do último homem de pé, ele lançou o DayZ: Battle Royale. O nome foi dado devido ao filme japonês Battle Royale, lançado em 2000 e baseado no livro de mesmo nome. Leia também: Para que serve o score de crédito ?

Imagem: Reprodução / PlayerUnknown
O que aconteceu depois de DayZ
Com o lançamento de Arma 3, em 2016, Brendan Greene começou a trabalhar em um novo mod para esse jogo. Ele foi nomeado PlayerUnknown’s Battle Royale, usando a mesma mecânica do último homem de pé, mas trazendo recursos adicionais como um avião lançando os jogadores e um placar online.
Foi o sucesso desse jogo que o fez ser recrutado pela Daybreak Game Company, na época Sony Online Entertainment. A empresa o contratou como consultor para o modo battle royale de H1Z1, basicamente recriando os mesmos elementos que se pode encontrar no DayZ: Battle Royale.

Imagem: Reprodução / Sony Online Entertainment
Um sucesso que chamou a atenção da empresa sul coreana Krafton, que convidou Greene para criar um jogo inteiro baseado no seu trabalho anterior. Com isso, ele se mudou para Coreia do Sul, sendo contratado como game designer, assim finalmente criando o seu grande sucesso, “PUBG: Battlegrounds”. Mais de tecnologia
PUBG: Player’s Unknown Battlegrounds

Imagem: Divulgação / Krafton
O jogo que apesar de não ser o primeiro, foi o principal responsável pela popularização do gênero Battle Royale. Jogos onde você, após cair em uma área aleatória, ou escolhida, de um mapa gigantesco, deve coletar armas e equipamentos, podendo encontrar e ter que combater outros jogadores. Normalmente, são 100 jogadores no total, enquanto o mapa vai ficando cada vez menor a cada tantos minutos, e a área antiga se torna mortal aos personagens.

Imagem: Reprodução / Krafton Leia também: Meteorito ajuda a explicar a composição química de Mercúrio
É um tipo de jogo bem rápido, dinâmico e viciante. A sua aleatoriedade, incluindo dos itens encontrados, junto com a variedade de jogadores que você pode encontrar, torna cada partida, praticamente, uma experiência única. Não é à toa que PUBG se tornou um sucesso, assim como o gênero de Battle Royale em si.
PLAYERUNKNOWN: Do nascimento do Battle Royale ao futuro da autonomia do jogador

Imagem: Engage
No painel da gamescom latam, Brendan falou um pouco sobre sua própria empresa, a PlayerUnknown Productions, fundada em 2019. Apesar da demora para criação da empresa e desenvolvimento de seus próprios projetos, agora ela tem um time que traz ideias, tendo liberdade criativa para sair do padrão.
O criador de PUBG também foi perguntado sobre o passado, se ele faria algo de diferente, e a resposta foi não. Isso porque o designer de jogos está confortável em como as coisas aconteceram.
Quanto ao futuro, Brendan falou um pouco sobre o metaverse. Algo que, em sua visão, precisa ser aberto, não sendo controlado por nenhuma grande empresa. Ao invés disso, ele acha que deveria ser gerenciado por especialistas das mais diversas áreas. Além disso, o metaverse precisaria ser em HTTP, de acordo com ele.
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