“Polícia pode dar uma ‘educadinha’ em quem desafiar agentes”, diz Caiado
Ler matéria →As ações das petroleiras estão mais uma vez entre os “extremos” do Ibovespa nesta segunda-feira (3), desta vez entre os destaques de queda em meio à forte baixa do petróleo.
Às 10h27 (horário de Brasília), Brava (BRAV3, R$ 18,50, -6,57%), PRIO (PRIO3, R$ 58,85, -3,29%), PetroRecôncavo (RECV3, R$ 10,32, -3,28%) e Petrobras (PETR3, R$ 48,13, -1,86%; PETR4, R$ 42,44, -2,23%) registravam as maiores quedas do índice.
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O movimento ocorre depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu um novo ataque ao Irã enquanto busca um acordo para encerrar as disputas envolvendo o programa nuclear iraniano e permitir a reabertura das rotas marítimas da região. A notícia reduziu parte do prêmio de risco embutido no petróleo nas últimas semanas, levando a uma forte realização nos contratos da commodity. Leia também: Superávit dos EUA com Brasil cresce em junho; país é o 13º maior comprador
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Pela manhã, o Brent, referência global para os preços do petróleo e principal parâmetro para a Petrobras, chegou a cair cerca de 5%, negociado próximo de US$ 83 por barril. O WTI recuava aproximadamente 6%. As cotações registravam as maiores quedas diárias desde a semana passada.
A correção acontece após um mês de forte valorização. Em julho, os contratos do petróleo acumularam ganhos superiores a 20%, impulsionados pela retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, ataques a petroleiros na região de Omã e temores de interrupções no fornecimento global de petróleo.
Agora, o mercado passa a precificar um cenário de menor risco para a oferta global da commodity.
Além da possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã, outro fator que pesou sobre os preços foi a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de aprovar um aumento da produção em cerca de 188 mil barris por dia a partir de setembro. A expectativa de oferta maior contribuiu para reforçar o movimento de queda das cotações. Mais de economia
Para as empresas brasileiras do setor, o petróleo mais barato tende a reduzir as expectativas de geração de caixa e lucro, o que explica a pressão sobre os papéis. Historicamente, Petrobras, PRIO, Brava Energia e PetroReconcavo apresentam forte correlação com os movimentos do Brent.
O mercado, contudo, segue atento à evolução das negociações no Oriente Médio. Analistas destacam que ainda existe incerteza sobre a efetiva reabertura das rotas marítimas estratégicas da região, especialmente diante da continuidade de ataques a embarcações e da fragilidade das tratativas diplomáticas. Leia também: Canella desiste de disputa ao Senado e União Brasil abandona palanque de Flávio
Segundo Tony Sycamore, analista da IG ouvido pela Reuters, a principal dúvida dos investidores é se as esperanças de um acordo entre Estados Unidos e Irã serão sustentadas ou se o impasse voltará a ganhar força, reintroduzindo um prêmio de risco ao petróleo.
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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