Ibovespa chega a flertar com 174 mil, mas fecha quase estável em dia de baixo
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O Bradesco aumentou as estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2026, mas reduziu a projeção para a expansão da atividade em 2027, e passou a ver tanto inflação quanto Selic maiores em ambos os anos, embora ainda espere mais cortes na taxa básica até dezembro.
O Bradesco elevou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 de 1 8% para 2,0%, afirmando que no momento há “fortes estímulos que se contrapõem à política monetária”, e que as medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo governo devem moderar a desaceleração da atividade, “mas os juros em patamares ainda mais restritivos continuarão levando a expansão do PIB para abaixo do potencial”. Por isso, a projeção para o crescimento da economia em 2027 caiu de 2,0% para 1,5%.
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“Nossa hipótese segue sendo a de que o impulso fiscal será negativo, e o crédito expandido em 2026 se converte em maior comprometimento de renda ou menor geração de caixa no ano seguinte, pressionando o consumo e os investimentos, na margem. O mercado de trabalho deve mostrar alguma acomodação, com a taxa de desemprego subindo de 5,9% em 2026 para 6,8% em 2027. Ainda será uma taxa de desemprego baixa para padrões históricos brasileiros, mas que tende a contribuir para o alargamento do hiato do produto ao longo dos próximos trimestres”, disse o Bradesco em relatório.
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A inflação, porém, deve ser mais que a anteriormente esperada tanto em 2026 quanto em 2027. A previsão para a alta do IPCA neste ano subiu de 5,0% para 5,3%, enquanto a do ano que vem aumentou de 3,7% para 4,1%. A mudança, segundo o Bradesco, reflete “os choques vindos da guerra, de preços de alimentos, incluindo aqueles vindos do El Niño, e, em alguma medida, a resiliência do setor de serviços”.
“Sem o impulso vindo do câmbio e com queda nos preços do petróleo, entretanto, o choque na cadeia de bens industriais está se dissipando, com alívio esperado para o quarto trimestre. A inflação de serviços permanece resistente, com os núcleos ainda pressionados, mas sem deterioração adicional”, avaliou. Mais de economia
Com a inflação mais alta, o Bradesco também revisou para cima as estimativas para a taxa Selic– de 12,75% para 13,75% ao fim de 2026 e de 10,25% para 11,00% em 2027. A taxa atualmente está em 14,25%. O banco ressaltou que também influenciou na revisão o fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter sinalizado na ata da reunião mais recente que o ciclo de calibração da Selic pode incluir pausas ao longo do caminho. Leia também: MOTV3: Citi eleva Motiva para compra e aponta bom ponto de entrada; ação sobe
“O juro real elevado, a expectativa de certa estabilidade cambial e de impulsos fiscais e de crédito negativos no próximo ano nos levam a crer em um quadro de inflação esperada consistente com a convergência nos futuros horizontes relevantes abrindo espaço para cortes. Vale destacar que, em 11%, o juro real ao final do próximo ano, em cerca de 7,5%, ainda estará acima do nível que nós e o Banco Central estimamos como neutro para a economia na ausência dos estímulos correntes e dos choques vigentes”, acrescentou.
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