‘É uma questão familiar’, diz Tarcísio sobre briga de Michelle e Flávio
Ler matéria →A Bolívia adotará um sistema de câmbio flexível, anunciou o governo nesta sexta-feira (26), desvalorizando efetivamente a moeda ao encerrar uma paridade com o dólar que durava 15 anos, em uma grande mudança de política voltada para restaurar a estabilidade econômica. O banco central da Bolívia supervisionará a transição, enquanto o governo busca "fortalecer a estabilidade macroeconômica, preservar a competitividade externa e contribuir para o equilíbrio do balanço de pagamentos", afirmou o Ministério da Economia em um decreto. A medida faz parte de um esforço mais amplo da Bolívia para normalizar os mercados cambiais e aumentar a confiança dos investidores, enquanto o país negocia um programa de financiamento de pelo menos US$ 2,5 bilhões com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e enfrenta uma grave escassez de dólares.
A Bolívia havia mantido sua taxa de câmbio oficial praticamente inalterada desde 2011, a 6,86 bolivianos por dólar para compra e 6,96 para venda. Mas a queda das reservas cambiais e a crescente escassez de dólares alimentaram o surgimento de um mercado paralelo, com o dólar chegando a ser negociado próximo de 20 bolivianos. Mais recentemente, o governo vinha utilizando uma taxa de referência de cerca de 9,90 bolivianos por dólar, que abrange a maioria das transações comerciais e financeiras. Leia também: Fundos imobiliários na aposentadoria: qual a dose certa?
Leia no AINotícia: Economia: Dólar, Petróleo e Investimentos em Destaque
Pouco depois do decreto, o banco central atualizou seu site para mostrar a taxa de câmbio oficial em 9,73 bolivianos por dólar a partir de segunda-feira (28), implicando uma perda de cerca de 30% no valor da moeda em relação à taxa de compra anterior. O FMI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O FMI havia aconselhado a Bolívia a encerrar a paridade cambial no relatório anual do ano passado.
A decisão do governo será vista como positiva para o pedido boliviano de um programa apoiado pelo Fundo, que deve ser de cerca de US$ 3 bilhões. Mesmo assim, a Bolívia ainda enfrentará desafios, disse o economista Gonzalo Chavez. " Mais de economia
Uma vez que você tem isso, o importante é continuar conseguindo dólares, ter reservas internacionais no banco central", declarou ele a uma rádio local. A perspectiva da mudança e as negociações da Bolívia com o FMI geraram oposição de grupos trabalhistas que, desde maio, bloqueiam estradas importantes em protesto contra o governo do presidente Rodrigo Paz. Um dos principais grupos, a Central Obrera Boliviana, exigiu que o governo descarte empréstimos do FMI como condição para suspender os bloqueios, por receio de que um acordo com o FMI possa levar a medidas de austeridade. Leia também: Com o banco na palma da mão, 78% das operações financeiras já são feitas
O governo argumentou que o financiamento externo é necessário para reconstruir as reservas, estabilizar as finanças públicas e facilitar a transição para o novo regime cambial. Paz decretou estado de emergência na semana passada, permitindo que as forças de segurança removam bloqueios de estradas que paralisaram a economia por quase dois meses. Comentários
Leia também no AINotícia
- 'Trabalhadores que ganham até R$ 15 mil não conseguem pagar aluguel', dizEconomia · 4h atrás
- Os melhores livros de economia do primeiro semestre de 2026, segundo Martin WolfEconomia · 4h atrás
- Obramax aposta R$ 13,5 bilhões em expansão apesar de juros altosEconomia · 4h atrás
- ‘É uma questão familiar’, diz Tarcísio sobre briga de Michelle e FlávioEconomia · 4h atrás


