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O Bank of America (BofA) passou a semana visitando investidores em Nova York, Boston e Los Angeles e ressaltou que o sentimento em relação ao Brasil permanece construtivo, destacando que o “novo ouro segue brilhando”.
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Os investidores com quem os estrategistas conversaram não estavam preocupados com o recente desempenho inferior dos ativos brasileiros e alguns mencionaram que têm espaço para aumentar o risco, dependendo da evolução do cenário externo. Leia também: Startups: A16z anuncia fundo de US$ 2,2B focado em cripto
“Os investidores continuam a enfrentar dificuldades, pois a volatilidade das notícias sobre a guerra permanece alta. Alguns mencionaram que o mercado parece disposto a ignorar algumas das notícias, mas estão aguardando mais clareza sobre a guerra antes de adicionar mais posições direcionais”, avalia o BofA.
Neste cenário, a narrativa positiva sobre o Brasil permanece em vigor, ressaltando que diversos fatores têm impulsionado o interesse em alocações em ativos domésticos.
“Esses fatores incluem ser um grande fornecedor de commodities, estar geograficamente distante do conflito, possuir grandes reservas de minerais de terras raras e ter uma matriz energética limpa que favorece potenciais investimentos em data centers, entre outros”, avalia.
O banco também recebeu diversas perguntas sobre as medidas que estão sendo discutidas pelo governo Lula para serem implementadas em breve e que podem impactar as intenções de voto. Dito isso, após as recentes derrotas do governo no Congresso, os investidores acreditam que o espaço para grandes gastos fiscais está agora mais contido. Além disso, apontam os estrategistas, os investidores estrangeiros continuam a considerar as eleições de outubro como um risco assimétrico para o potencial de alta dos preços dos ativos brasileiros. Mais de economia
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O Bank of America também destaca um apetite crescente por valor nas taxas locais, especialmente no meio da curva de juros nominal, apesar da percepção de espaço limitado para compressão na ponta curta, diante da aceleração da inflação e da sinalização de cortes de juros de 25 pontos-base por reunião. Segundo o banco, investidores veem esse trecho intermediário da curva como mais atrativo do ponto de vista de risco-retorno e, na margem, também demonstram maior interesse por títulos indexados à inflação, já que os rendimentos reais seguem elevados e o carry (carregamento) de curto prazo melhorou com a inflação cheia mais alta.
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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