A Bienal do Livro de São Paulo vai ficar maior —pelo menos em termos de espaço, o que é um alívio para quem se apertou pelos corredores do Distrito Anhembi na última edição, de 2024, que reuniu 722 mil pessoas interessadas em livros. Aproveitando melhor as reformas feitas no espaço de eventos paulistano ao longo dos últimos anos, a Bienal que acontecerá de 4 a 13 de setembro vai ocupar uma área 28% mais ampla, segundo a organização, chegando a um recorde de 87 mil metros quadrados. Isso foi alcançado com a otimização do espaço interno, que já tem todos os seus 230 expositores confirmados, e um aproveitamento melhor dos ambientes externos.
A ideia do maior evento literário do ano é dar prioridade aos locais de convivência e espaços ao ar livre. As áreas de alimentação, que costumam ter longas filas e muvuca, vão crescer cerca de 9%. Outra mudança que a Bienal quer fazer é dar mais atenção ao público adulto, principalmente em agendas noturnas, após o expediente do horário comercial.
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Nas últimas décadas, o evento se consagrou com atrações pop para mobilizar crianças e jovens, o que faz sentido para um projeto que quer fomentar a leitura e faz parcerias com escolas públicas. Os autores de livros young adult, então, engolfaram a programação. Isso vai ser mantido, segundo Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro, mas há um investimento consciente em ampliar o cardápio para um público mais velho. Leia também: Britney Spears é acusada de dirigir sob influência de drogas e álcool
" Nos dias de semana, quando dá cinco horas da tarde, as escolas vão embora. E à noite, realmente, a Bienal fica mais vazia.
Então, a nossa ideia é trazer esse público adulto que sai do escritório e não quer ir à Bienal no sábado ou domingo, que são dias mais lotados. À noite vai ser mais tranquilo. Então, estamos trabalhando numa programação oficial para o público adulto.
" MAIS UM A coluna passada registrou que três livros vencedores do prêmio Booker Internacional na última década sairiam no Brasil neste ano. Mais de entretenimento
Na verdade, são quatro. " O Desconforto da Noite", de Lucas Rijneveld, vai ser publicado pela editora Rua do Sabão, com tradução de Daniel Dago.
O livro holandês foi consagrado na edição de 2020 do prêmio, mas permanecia inédito por aqui. O romance, que conta a história de uma menina cuja saúde mental se deteriora com a morte do irmão, tem ainda outro ineditismo. Rijneveld foi a primeira pessoa não binária a vencer e também a mais jovem, então com 29 anos. Leia também: Tessa Hulls lança no Brasil HQ sobre trauma familiar que ganhou Prêmio Pulitzer
PANE NO SISTEMA A editora Rocco já confirmou para outubro o lançamento do novo livro do poeta e romancista americano Ben Lerner, chamado "Transcription", que acabou de sair nos Estados Unidos e tem colecionado resenhas entusiasmadas. O romance do autor de "Topeka School" investiga nossa relação com a tecnologia e os meios pelos quais armazenamos ou obliteramos nossas memórias, a partir de um gancho muito contemporâneo.
O narrador viaja para fazer uma última entrevista com seu mentor, Thomas, descrito como um "gigante das artes" e pai de um grande amigo. Só que, logo antes da conversa, o protagonista deixa seu celular cair na água —e fica sem qualquer instrumento para registrar as palavras de Thomas. Comentários
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