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Bebê só mama à exaustão? Eduardo Sá tem a resposta para mães

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões

Bebê só mama à exaustão? Eduardo Sá tem a resposta para mães

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Bem-vindos ao " Porque

Sim Não é Resposta", com o psicólogo Eduardo Sá. Hoje falamos de bebês que só se acalmam à mama. Nada mais resulta: nem colo, nem embalar, nem berço.

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E para muitas mães, isto é o amor mais intenso que alguma vez sentiram e é também o cansaço mais absoluto. Olá, Eduardo. Um bebê de um mês que só se consola à mama é um comportamento esperado?

Olá, Judite. Talvez não seja o melhor comportamento do mundo. E eu tenho a noção que às vezes quando nós abordamos estes assuntos, há sempre algumas mães que ficam um pouquinho susceptibilizadas.

E é importante que fique claro que a gestão de uma relação de um bebê é, sobretudo, da mãe, ainda por cima quando são tão pequeninos, e ponto final. É importante também que fique muito claro que um cidadão de um mês já é um homem senhor de si ownar isso. E, portanto, numa circunstância dessas, reclama e é muito atento e, de alguma forma, luta por aquilo que lhe acaba por ser mais conveniente. Leia também: Polêmica em Santos x Coritiba

Que em muitos momentos os bebês adormeçam a mamar é uma coisa muito bonita, porque, no fundo, é como se estivessem nos braços de Deus e, portanto, nessas circunstâncias, dão-se a este luxo absolutamente único de poderem fechar os olhos porque têm quem olhe por eles, que é das coisas mais fascinantes e mais comoventes, aliás, que podem existir. No entanto, é muito importante que um comportamento destes não se repita de forma tendencialmente interminável, Judite, porque aquilo que deve sossegar um bebê é, acima de tudo, o olhar da mãe. Se quiser pôr o olhar e a pele, faça o favor, mas o olhar da mãe.

Volto a dizer que um mês é nada. E neste mês passam-se imensas coisas. Passa-se o nascimento de um bebê, passa-se uma multiplicidade inimaginável de mudanças, que faz com que uma mãe, de repente, fique rigorosamente com uma criança nos braços, com tudo o que isso tem de verdadeiramente fascinante.

Passa-se, no fundo, também uma exigência enorme em termos de tudo aquilo que uma mãe tem para dar com esta particularidade de um mês ainda ser muito pouquinho para que ela afine processos, como se diz por aí, e portanto, tenha a tranquilidade de apanhar a bola e de sintonizar e, de alguma forma, com serenidade, corresponder a um bebê. Como sabe tão bem quanto eu, as mães quando amamentam ficam literalmente no céu, mas ficam sempre de coração um bocadinho apertado quando um bebê, sobretudo depois de nascer, perde algumas gramas e as mães saudáveis do mundo reagem sempre da mesma maneira: " Judite, se calhar, o meu leite não é tão bom assim", que é quase como uma mãe em linguagem cifrada dissesse: "

Mas querem lá ver que eu não estou a ser tão boa mãe como eu necessito de ser". E, portanto, se calhar, isto só acontece porque esta mãe, no meio destas aprendizagens todas, porque não é só uma, sentiu que esta solução é uma solução eficaz e, de alguma forma, protege-se um bocadinho atrás dela. Mas estamos perfeitamente a tempo.

É muito importante que ele tenha essa relação com a mãe de uma enorme cumplicidade, nomeadamente quando mama, mas aquilo que o vai sossegar, aquilo que o vai segurar, aquilo que lhe vai dar, no fundo, a tranquilidade de poder abrir e fechar os olhos e perceber que aquela pessoa está sempre ali, é, de facto, o olhar da mãe. E, portanto, um olhar com grande plano, como se faz na televisão, com a mãe a dizer aquilo que entenda, mas a falar ao mesmo tempo com os olhos, a não ter pressa para que ele sossegue, porque ele mal percebe que a mãe está um bocadinho tensa, naturalmente fica um bocadinho assustado. Mas se isto acontecer com método, evidentemente, que a mama, como um fator de tranquilidade, sossego para o bebê, é substituído pelo olhar e aí, pronto, é só irmos por diante, em piloto automático, e aqueles dois, não há dúvida alguma que terão uma relação perfeita. Mais de esporte

Esta mãe está numa fase particularmente difícil, em que já experimentou diversas estratégias e o bebê acaba sempre por rejeitar tudo, menos a mama. A mãe arranja todas as estratégias, mas o bebê também, não é? Todas as estratégias num espaço muito pequeno de tempo, atenção.

Portanto, significa que a mãe acaba por estar um bocadinho ansiosa, no sentido de o sossegar, de o ter tranquilo nos seus braços. E que fique claro que com um bebé muito pequenino, por mais que as mães pareçam as pessoas mais bondosas do mundo, e são, passam por situações muito ansiosas até terem a segurança completa na sua bondade. Quando a mãe diz que já tentou tudo, significa uma mãe que quer amar perdidamente aquele bebê, mas que está ali um bocadinho assustadiça, um bocadinho aflita.

E um bebê é tão acutilante nisso que reage com uma pontualidade suíça. E reage como se dissesse assim: " Pronto, de todas as formas que tu me tens apresentado para eu ficar tranquilo, esta é a que está a funcionar, é esta que eu vou escolher por agora". Leia também: sampaio corrêa x parnahyba

Mas que esta mãe não se esqueça do por agora, porque isto vai ao lugar mais depressa do que ela presume. Não precisa de estar tão assustada. Pode estar um bocadinho, mas que não tenha medo de estar assustada, porque todas as boas mães, antes de se tornarem mágicas, são um bocadinho gelatina Royal, tremem, choram, ficam inseguras.

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Mas se isto só é possível por quê? Meu Deus, porque elas querem ser mães absolutamente exemplares. E se por um lado isso é bom, às vezes cria aqui algumas forças de bloqueio, como se, no fundo, as dúvidas ou as inseguranças fossem um obstáculo à bondade das mães, e não são.

E o que esta mãe pode fazer, na prática, para respirar um pouco e, como ela própria diz, tomar banho, por exemplo. Organizar até as extrações de leite, por exemplo, é uma das preocupações. O que esta mãe pode fazer, na prática?

As mães são muito importantes para os bebês, mas, por favor, os bebês não ganham se estiverem sempre ao colo das mães. Não ganham, de todo. As mães estão autorizadíssimas a dar colo, a namorar com os bebês, a falar com a boca e com os olhos ao mesmo tempo.

Isso tudo. Eu acho que é sensato que para que eles sosseguem, eles se habituem a não adormecer ao colo, porque, no fundo, o que isto traz? Eles desde muito cedo percebem que a mãe é uma presença absolutamente incontornável e securizante na vida deles, mas que não precisa de estar sempre ali para que eles contem com ela.

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