Smart Fit (SMFT3) tem alta de 8% no lucro recorrente do 2º tri, para R$ 204
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Felipe Gutierrez
São Paulo
O corte de 0,25 ponto percentual na Selic já era consenso no mercado, mas o comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) evitou indicar qual será o próximo passo da política monetária. Na avaliação de economistas, o Banco Central preferiu preservar a flexibilidade e deixar em aberto tanto novos cortes quanto uma eventual pausa no ciclo.
O colegiado do BC reduziu nesta quarta-feira (5) a taxa básica pela quarta reunião consecutiva. Mais enxuto do que o anterior, o comunicado divulgado após o encontro é o mais curto desde março e evitou oferecer sinais sobre a continuidade ou não do ciclo de cortes.
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Segundo o economista Sergio Vale, da MB Associados, o texto levanta motivos tanto para encerrar o ciclo de cortes quanto para continuar com novas reduções.
"A leitura está para todos os gostos. Tem argumentos para justificar que vai parar de cortar e tem argumentos para continuar cortando. Não quiseram fechar as portas [para nenhuma decisão futura]", diz.
A avaliação de Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, vai na mesma linha. Leia também: Smart Fit (SMFT3) tem alta de 8% no lucro recorrente do 2º tri, para R$ 204
"Por que não se sinaliza o próximo passo? Porque não se sabe. Ainda é preciso ter mais informação para decidir na hora. O comunicado precisa ser entendido dentro de uma estratégia de cortes lentos", afirma.
Rodolfo Margato, economista da XP, destaca mudanças na caracterização do cenário de atividade econômica e de inflação.
No comunicado anterior, o comitê havia enfatizado a aceleração dos indicadores, e, desta vez, reconheceu uma moderação na atividade, alguns sinais de perda de tração, ainda que com diferença entre os setores e em meio ao mercado de trabalho aquecido.
Os diretores não deram nenhuma orientação sobre o futuro, afirma Adriana Dupita, da Bloomberg.
"O único comentário que fizeram sobre o futuro foi que eles ajustarão a política para mantê-la ‘adequadamente restritiva’, para garantir a convergência da inflação para a meta", diz. Mais de economia
Helena Veronese, economista-chefe da B. Side Investimentos, vai ao encontro das avaliações.
"O Copom deixa sua flexibilidade preservada, sem necessariamente prometer novos cortes ou pausa, deixando a porta aberta para a continuidade no movimento que eles mesmos vêm chamando de ‘calibração’ dos juros", disse.
A decisão desta quarta-feira (5) deve produzir efeitos até o começo de 2028 –no jargão dos economistas, o período de influência de um patamar de taxa de juros é chamado de horizonte relevante. Leia também: Inscrições para concurso da Dataprev se encerram nesta quinta (6) às 16h
O Copom publica dois documentos relativos às decisões sobre a Selic: um comunicado, divulgado imediatamente, e, depois de uma semana, a ata da reunião.
Na última decisão, em junho, o comunicado foi considerado confuso porque o texto afirmava que havia um choque inflacionário ligado à oferta do petróleo, mas, mesmo assim, a decisão era de corte da taxa básica. No dia seguinte, o dólar chegou a subir.
A decisão do Copom já era esperada pelo mercado financeiro: as 30 instituições consultadas pela Bloomberg antes da reunião do Copom desta semana previram a medida.
"O corte de 0,25 ponto era um consenso porque a taxa de juros ainda é muito alta e restritiva", afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings. Por isso, ele diz, gestoras, agências de risco, consultorias e outras instituições que acompanham as decisões das taxas de juros básicas eram quase unânimes em dizer que seria essa a escolha dos diretores do comitê.
Em março deste ano, a Selic estava em 15% ao ano. A reunião do Copom desta semana foi a quarta desde então, e nas quatro houve reduções de 0,25 ponto percentual.
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