Os bancos que aderiram ao novo Desenrola Brasil terão até 30 dias para retirar dos cadastros de inadimplência os registros de dívidas originais de até R$ 100. A exigência faz parte das condições estabelecidas pelo governo federal para participação das instituições financeiras no programa de renegociação. Segundo o Ministério da Fazenda, a baixa deverá ser feita de forma permanente junto aos birôs de crédito.
A expectativa do governo é que mais de 1 milhão de pessoas sejam beneficiadas pela medida, a depender da adesão dos bancos ao programa. A regra para dívidas renegociadas acima de R$ 100 é diferente. Nesses casos, o nome do consumidor deixa os cadastros de inadimplência apenas após o pagamento da primeira parcela do novo acordo, e não no momento da renegociação.
Leia no AINotícia: Oposição retoma PEC da Anistia Leia também: O crescimento do mercado de assessoria de investimentos e o papel da XP
Depois da formalização do acordo, o consumidor terá prazo de até 35 dias para quitar a primeira parcela. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os registros de dívidas de até R$ 100 estão espalhados entre sistemas das próprias instituições financeiras e dos birôs de crédito, sem uma base centralizada. "
Embora a implementação da desnegativação dessas dívidas envolva rotinas internas, sistemas e fluxos operacionais próprios de cada instituição financeira, o programa estabelece diretrizes e requisitos comuns a todos os participantes, os quais foram detalhados e complementados por atos normativos do Ministério da Fazenda", diz a entidade. A Febraban afirma ainda que está apoiando as instituições nos esclarecimentos técnicos para a correta implementação do programa. Em respostas enviadas à Folha, Bradesco, Itaú, C6 Bank e Nubank afirmaram que, nos casos de dívidas acima de R$ 100 renegociadas no programa, a retirada do nome dos cadastros de inadimplência ocorre após o pagamento da primeira parcela, como prevê a medida provisória.
O Nubank disse ainda que a desnegativação é feita automaticamente, sem necessidade de solicitação por parte do cliente. DESENROLA BRASIL O programa de renegociação voltado a famílias endividadas conta com descontos que variam de acordo com o tipo de dívida e o tempo de inadimplência. Mais de economia
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na média, os descontos podem chegar a cerca de 65%, mas há variações relevantes entre as modalidades. Para dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos previstos vão de 40% a 90%. Já no caso do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), os abatimentos ficam entre 30% e 80%. Leia também: Dólar hoje sobe com incertezas no Oriente Médio e foco em dados de inflação
Após o desconto negociado, os débitos poderão ser parcelados em até quatro anos, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. A renegociação será feita diretamente com os bancos. Podem ser renegociados até R$ 15 mil por pessoa (após descontos), por instituição financeira, com garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações).
O Desenrola contempla brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), que deverão procurar os canais oficiais dos bancos para aderir à renegociação. Para as famílias que aderirem, está previsto o bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses. Comentários
Leia também no AINotícia
- PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coaçãoEconomia · 3h atrás
- Trump sinaliza apoio a JD Vance como possível candidato republicano em 2028Economia · 4h atrás
- Presidência da COP30 estrutura ‘mapas do caminho’; veja o que documentos podemEconomia · 4h atrás
- Petrobras (PETR4) aprova pagamento de R$ 9,03 bi em proventos; veja condiçõesEconomia · 7h atrás

