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A última e mais intensa semana da temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) conta logo na sua abertura com os resultados da Embraer (EMBJ3), antes do início do pregão.
Após o fechamento, atenção para os números da Caixa Seguridade (CXSE3) e Natura (NATU3) e JBS (JBSS32), esta última que inaugura a temporada das empresas de proteínas/frigoríficos.
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Para a XP Investimentos, a JBS deve reportar um resultado sequencialmente melhor, embora provavelmente não o suficiente para compensar a perspectiva cada vez mais desafiadora para o ciclo da carne bovina no curto e médio prazo.
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Sobre a Caixa Seguridade, o Itaú BBA acredita que a companhia deve apresentar crescimento de prêmios, impulsionada pelo crédito imobiliário. Além disso, a sinistralidade controlada e a forte dinâmica em previdência tendem a sustentar resultados resilientes. Leia também: FIFA cita “esforço coordenado” para minar Infantino; crise de liderança
Já sobre a Natura, a visão é negativa. O BBA espera que a receita siga pressionada, especialmente na Natura Brasil, com desafios de demanda e competição agressiva. Como consequência, avalia que as margens tendem a seguir comprimidas, com perspectiva de recuperação mais lenta.
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Na terça-feira (11), a temporada ganha força com os números de B3 (B3SA3) e das construtoras Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3). Na visão da XP, a Cury deve continuar apresentando uma das estruturas de margem mais fortes do setor, enquanto a Direcional também deve reportar resultados sólidos, apoiados por crescimento saudável de receitas e rentabilidade sustentada.
Sobre a B3, o BBA acredita que a queda no volume de negociação de ações tende afetar negativamente a receita líquida e o Ebitda. No entanto, é possível que o benefício fiscal de juros sobre o capital próprio compense esse efeito no lucro líquido.
Na quarta (12), a MRV (MRVE3) ganha destaque e, na visão da XP, deve seguir atrás dos pares, refletindo o reconhecimento de impairment nas vendas da Resia e maiores despesas financeiras. Mais de economia
Atenção ainda para a CSN (CSNA3): o Bradesco BBI projeta uma piora dos números da CSN devido aos resultados mais fracos na divisão de mineração, e o fluxo de caixa livre deve permanecer sob pressão, embora tanto o aço quanto o cimento devam apresentar bons desempenhos.
No setor de saúde, Hapvida (HAPV3) deve ser destaque: para o BBA, a companhia deve continuar perdendo beneficiários diante da forte concorrência, enquanto as iniciativas de renovação do portfólio ainda não são suficientes para acelerar o crescimento. Além disso, o elevado volume de contingências judiciais e multas pressiona a rentabilidade e dificulta uma recuperação consistente dos resultados. Leia também: Nunes Marques, do TSE diz que desacreditar as urnas é desconvidar o eleitor
Mas a grande estrela deve ser o Banco do Brasil (BBAS3), que fecha a divulgação dos bancões com números que não devem animar muito o mercado. “banco deve apresentar um trimestre fraco, com crescimento de crédito limitado e provisões para inadimplência elevadas pressionando o resultado. A piora do portfólio, especialmente no agro, deve impulsionar a queda da rentabilidade”, avalia o BBA.
Na quinta-feira (13), Cemig (CMIG4), Cyrela (CYRE3), MBRF (MBRF3), Yduqs (YDUQ3) estão entre os destaques, enquanto na sexta (14) atenção para Vibra (VBBR3) e Ânima (ANIM3).
Confira a agenda de divulgação de resultados:
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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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