Por que ficar sempre na mesma posição pode prejudicar sua saúde
Ler matéria →Azeite de oliva: como saber se é bom ou adulterado? Aspectos sensoriais são chave para determinar qualidade do óleo conhecido por seus benefícios à saúde Conhecido por seus benefícios à saúde, o azeite de oliva é um versátil item de cozinha que pode ser usado desde a preparação de pratos quentes ao tempero da salada. Mas, com um custo mais alto do que outras opções de gorduras vegetais e animais usadas na culinária, é comum encontrar imitações que tentam se passar por azeite, por vezes escondendo misturas com outros óleos ou um produto de baixa qualidade.
Afinal, como saber que o azeite que você comprou é bom mesmo sem cair em platitudes como “compre de uma marca confiável?” Confira algumas características que você deve se atentar, do momento da compra à hora de colocar o óleo na boca. +
Leia no AINotícia: Saúde: Panorama da Semana
Leia atentamente a lista de ingredientes Um azeite de oliva legítimo só deve conter… azeite de oliva. Mas é cada vez mais comum encontrar misturas de óleos vegetais que utilizam um pouco de azeite, para poder citá-lo no rótulo, e acabam dando predominância a outras opções menos nobres, como o óleo de soja ou de girassol. Leia também: Prescrições do editor ganha destaque após novo desdobramento em prescrições
Não quer dizer que esses óleos sejam ruins por si mesmos, mas azeite de oliva eles definitivamente não são! Ainda no supermercado, a primeira coisa a fazer é verificar se não há nenhum ingrediente intruso no seu azeite. Origem e data de colheita Aproveite que está de olho na embalagem e procure outras informações relevantes.
Alguns países são referência em produção de azeite, como Espanha, Portugal e Grécia, e é comum que produtos vindos de lá tenham níveis confiáveis de qualidade– mas se certifique de que eles realmente são feitos nesses países. Muitas empresas apenas engarrafam o azeite em lugares renomados, para enganar o consumidor, mas utilizam azeitonas de procedências diversas. Outro ponto que merece atenção é a data de fabricação ou, até mesmo, a identificação da safra, que costuma ser encontrada em alguns produtos mais elaborados.
Em função da degradação natural do óleo, suas características ficam mais bem preservadas nos primeiros dois anos após a fabricação, podendo haver alterações sensoriais significativas depois disso, independentemente da data de validade informada. A cor é menos relevante do que parece Ok, você fez os passos anteriores, levou o azeite para casa e… agora é hora de utilizá-lo. Muita gente se guia equivocadamente pela cor do óleo, acreditando que um tom mais intenso– geralmente puxando para o verde ou para o amarelo– é indicativo de pureza ou qualidade.
Na verdade, a cor é um dos elementos mais enganosos do azeite, já que ela pode variar muito de acordo com o tipo de planta utilizada e aspectos específicos da fabricação. É melhor não se guiar por ela, pois a coloração, sozinha, não atesta qualidade. Um indicativo mais importante é a cor… do vidro. Mais de saude
Azeites que prezam pela qualidade e conservação devem estar sempre em embalagens que bloqueiam a passagem da luz, já que ela degrada o óleo mais rapidamente. Priorize aqueles em vidros escuros ou em embalagens metálicas e fuja daqueles que vêm em vasilhames claros. Atenção ao cheiro Leia também: Gol do Brasil contra o Alzheimer: novo fármaco é atestado para detecção
Um indicativo bem melhor da qualidade é o aroma do azeite. Em geral, ele deve ter cheiro de alguma coisa que não seja desagradável. Odores herbais e frutados são um bom indício de um óleo fresco e de boa qualidade.
Por outro lado, despreze aqueles que com cheiro de mofo, gordura particularmente rançosa, madeira úmida ou vinagre, por exemplo: são alertas de oxidação ou fermentação inadequada, afetando drasticamente as características do produto. Um azeite que não tem cheiro algum também não é o ideal, já que costuma indicar um óleo mais velho ou um produto refinado e misturado que tenta se passar por azeite extravirgem (nome dado àqueles com maior qualidade e pureza e uma acidez muito baixa, inferior a 0,8%). O que esperar do gosto
Feitos todos os passos anteriores, é hora de provar o azeite. Em geral, um produto de mais qualidade vai ter tons frutados e, principalmente, uma leve picância de fundo, cortesia dos polifenóis presentes na oliva e que tão bem fazem à saúde. Assim como no caso do cheiro, qualquer gosto que puxe para o lado do mofo, de algo rançoso ou metálico, é alerta de oxidação e problemas no controle de qualidade.
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