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Axia (ex-Eletrobras) e consórcio da Alupar vencem relicitação de projetos

O consórcio Olympus, da Alupar, e a Axia Energia (ex-Eletrobras) foram os vencedores dos quatro projetos de transmissão de energia elétrica relicitados pelo governo em

Axia (ex-Eletrobras) e consórcio da Alupar vencem relicitação de projetos de

O consórcio Olympus, da Alupar, e a Axia Energia (ex-Eletrobras) foram os vencedores dos quatro projetos de transmissão de energia elétrica relicitados pelo governo em leilão nesta sexta-feira (3). Os projetos totalizam R$ 1,8 bilhão em investimentos totais para obras de reforço da rede elétrica em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Olympus, formado por Alupar e o fundo Infra II Investment, conquistou o maior lote ofertado no certame, propondo um deságio de 52% frente à receita anual permitida (RAP) máxima definida para o empreendimento.

O projeto vencido pelo Olympus prevê a instalação de linhas de transmissão de energia subterrâneas na região metropolitana de São Paulo, com aportes estimados em R$ 1,1 bilhão. Já a Axia Energia arrematou os outros três projetos do leilão, que somam investimentos estimados de R$ 668 milhões, perto de 10% da carteira de ativos do grupo conquistados nos certames do segmento. Os lotes vencidos pela companhia elétrica, que propôs deságios superiores a 50% em todas as disputas, envolvem obras de linhas de transmissão e subestações no interior de São Paulo e nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Leia também: Adversária do Brasil na Copa, Noruega é uma das economias mais prósperas

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" Viemos muito forte, bem competitivos. O leilão foi bom, agregou valor, negócio, e aumentou o portfólio", disse a jornalistas o vice-presidente executivo da Axia, Elio Wolff, após a concorrência.

Ele acrescentou que a Axia continuará avaliando os próximos certames do segmento e se prepara para o leilão de baterias, mantendo conversas com fornecedores para participar da concorrência. Todos os lotes do certame desta sexta são fruto de relicitação, após terem sido devolvidos pela MEZ Energia. Empresa da família Zarzur, dona da construtora Eztec, a MEZ havia vencido esses empreendimentos em leilões do governo em 2020 e 2021, com lotes agressivos, mas não conseguiu tirá-los do papel. Leia também: Adversária do Brasil na Copa, Noruega é uma das economias mais prósperas Mais de economia

O governo negociou uma solução consensual com a empresa no âmbito da Secex-Consenso, do TCU (Tribunal de Contas da União), para permitir a relicitação e construção dos lotes. Segundo o secretário de leilões da agência reguladora Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Ivo Nazareno, a licitação desta sexta rende um deságio médio de 53,2%, "o terceiro maior desde 2017", o que indica atratividade do segmento à iniciativa privada e custos menores para os consumidores. Comentários

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