O avanço da inteligência artificial está fazendo bancos centrais de diferentes países reforçarem a atenção sobre a segurança do sistema financeiro. A avaliação foi feita por José Luis Escrivá, governador do Banco da Espanha e integrante do conselho do Banco Central Europeu, durante um evento realizado em Tarragona, na Espanha.
Segundo ele, a rápida evolução das tecnologias de IA está mudando o funcionamento de sistemas financeiros e aumentando a necessidade de revisar estruturas digitais usadas por bancos e órgãos reguladores. A preocupação envolve principalmente a capacidade desses sistemas de resistirem a ataques virtuais e falhas de segurança.
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IA cresce no setor financeiro e traz riscos
A discussão acontece em um momento em que ferramentas de inteligência artificial estão sendo adotadas em diferentes áreas do setor financeiro, desde análise de dados até automação de serviços. Com isso, cresce também a preocupação sobre possíveis vulnerabilidades em redes e plataformas usadas por instituições financeiras. Leia também: Entenda o processo aberto pela Dua Lipa contra a Samsung

Escrivá afirmou que a cibersegurança passou a ocupar um papel ainda mais importante nesse cenário. Para autoridades monetárias, a ideia é garantir que a infraestrutura financeira continue funcionando de forma estável mesmo diante das transformações tecnológicas aceleradas.
Stablecoins na mira dos reguladores
Outro tema citado pelo executivo foi o avanço das stablecoins, criptomoedas ligadas a ativos tradicionais como dólar e euro para reduzir oscilações de preço. Reguladores acompanham o crescimento dessas moedas digitais para entender como elas podem impactar pagamentos, circulação de dinheiro e estabilidade econômica.
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Nos últimos anos, o Banco Central Europeu tem ampliado debates sobre regras para novas tecnologias financeiras. O objetivo é adaptar regulações e criar mecanismos de proteção sem impedir o desenvolvimento de inovação no setor. Mais de tecnologia
Durante a apresentação, Escrivá resumiu a preocupação das autoridades financeiras com o cenário atual. “Os desenvolvimentos recentes em inteligência artificial nos obrigam a reavaliar a robustez de nossa infraestrutura financeira e nossa cibersegurança”, declarou. Leia também: Para que servem as escovinhas na lateral da escada rolante?
A avaliação do BCE acompanha um movimento visto em outros mercados, onde governos e reguladores vêm discutindo formas de preparar sistemas financeiros para uma nova fase marcada pelo uso crescente de inteligência artificial e moedas digitais.
Fonte: bloomberg.com
Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009.
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