De acordo com o delegado, Alessandro Martins dos Santos confessou participação no caso e reconheceu ser o autor do vídeo que registrou os abusos contra os meninos, de 7 e 10 anos. Ele será indiciado por estupro de vulnerável, corrupção de menores e compartilhamento de pornografia infantil. Na delegacia, o suspeito disse que crime não foi premeditado.
O grupo formado por Alessandro e quatro adolescentes teria inicialmente convidado as vítimas, dois meninos de 7 e 10 anos, para empinar pipa, mas mudou de ideia e decidiu cometer os abusos (leia mais abaixo). " O convite para 'brincar de pipa' era real.
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Depois, mudaram de ideia e resolveram violentar as crianças. Ele [Alessandro] disse que foi 'por zoeira'", contou o delegado. Segundo o delegado, Alessandro relatou que um dos meninos estava sujo e, por isso, o grupo teria oferecido que ele passasse na casa de um dos adolescentes para tomar banho e pegar linha de pipa.
“A ideia era passar em casa para pegar linha de pipa e tomar banho. Essa história foi confirmada por todos, inclusive pelas vítimas”, disse. Ainda segundo Júlio Geraldo, o suspeito não demonstrou arrependimento ao prestar depoimento, mas sim preocupação com as consequências legais.
O caso ocorreu no dia 21 de abril e passou a ser investigado três dias depois, quando familiares das vítimas tiveram acesso a vídeos dos abusos que circulavam nas redes sociais. De acordo com o delegado, o vídeo teria sido gravado pelo celular de Alessandro. A investigação ainda busca quem deu sequência aos compartilhamentos. Leia também: Bonnie Tyler ganha destaque após novo desdobramento em bonnie tyler: entenda
“Estamos trabalhando com todas as linhas de investigação, mas no momento não temos indicação de que houve outros crimes parecidos, situações anteriores. Houve uma brincadeira de péssimo gosto e evoluiu para um crime hediondo”, afirmou Júlio Geraldo. Além da prisão de Alessandro, mais quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos pelas autoridades por envolvimento no caso.

A polícia aponta que os suspeitos conheciam as crianças e se aproveitaram da relação de confiança para atraí-las até o local do crime (leia mais abaixo). | Alessandro, investigado por suspeita de participar do estupro coletivo de duas crianças, no 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí, nesta terça (5). —
Foto: William Santos/TV Globo | Prisão O suspeito foi preso na última sexta-feira (1º) pela Polícia Militar (PM) em Brejões, na Bahia. A Polícia Civil de São Paulo enviou dois agentes ao outro estado para trazer Alessandro.
A TV Globo não conseguiu localizar as defesa dele e dos adolescentes para comentar o assunto. Único adulto envolvido no crime, Alessandro confessou participação no estupro coletivo e afirmou que deixou São Paulo após ser ameaçado por criminosos, segundo policiais. A investigação do caso é feita pelo 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí.
Na segunda-feira (4), policiais da delegacia tinham apreendido um adolescente de 15 anos por suspeita de participar do estupro. Antes, outros três menores de 18 anos já tinham sido detidos. A Polícia Civil investiga quem fez as ameaças e se elas tinham o objetivo também de intimidar as famílias das vítimas para que não procurassem as autoridades. Mais de saude
Dos quatro adolescentes envolvidos, dois foram apreendidos na capital paulista e um em Jundiaí, interior paulista. O quarto menor foi localizado e apreendido pela polícia — que manteve contato com familiares do procurado para viabilizar a apresentação dele na delegacia. Os cinco suspeitos vão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.
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Os menores apreendidos serão encaminhados à Fundação Casa, onde receberão medidas sócio-educativas. O adulto deverá ir para uma prisão comum. De acordo com a investigação, o adulto e os adolescentes atraíram as vítimas com um convite para empinar pipa antes do crime.
Segundo o 63º DP, os agressores conheciam as crianças e se aproveitaram da relação de confiança para levá‑las até o imóvel onde ocorreram os abusos. “ Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Leia também: Tadalafila ganha destaque após novo desdobramento em tadalafila: médico alerta
Chamaram para soltar pipa. Elas foram atraídas para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’”, afirmou a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.
O caso só chegou ao conhecimento da polícia no dia 24 de abril, três dias após o crime, depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens dos abusos circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia. Segundo a Polícia Civil, em cinco dias foi possível identificar todos os envolvidos. Famílias descobriram por vídeos
Ainda de acordo com os policiais, a família das vítimas vinha sendo pressionada por pessoas da comunidade a não registrar boletim de ocorrência. “ As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia.
Embora o material estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa”, disse a delegada. A irmã que fez a denúncia não morava com a mãe das crianças e só tomou conhecimento do crime ao reconhecer o irmão mais novo nas imagens que circulavam nas redes sociais. Segundo a polícia, a família chegou a deixar a comunidade após sofrer ameaças.
“Teve gente que saiu com a roupa do corpo. Foi uma dificuldade encontrar essas vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e as crianças submetidas a exames”, afirmou a delegada.
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