Austrália quer dobrar multa contra redes sociais que não barram crianças
Resumo O governo da Austrália anunciou que vai dobrar a multa para as empresas de tecnologia que não cumprirem a lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos às
Publicado em: 30/06/2026 05:46Autor:Redação AI NotíciaLeitura: 4 min de leituraAI Notícia
Resumo
O governo da Austrália anunciou que vai dobrar a multa para as empresas de tecnologia que não cumprirem a lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos às plataformas.
A sanção passará de 49,5 milhões para 99 milhões de dólares australianos, equivalente a mais de R$ 353 milhões.
A proposta visa aumentar a fiscalização sobre as big techs, como Meta, Google, Snap e TikTok.
O cerco contra as redes sociais vai ficar ainda mais rigoroso na Austrália. O governo anunciou que vai dobrar a multa aplicada às empresas de tecnologia que não cumprirem a lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos às plataformas. A decisão chega num momento de frustração, pois a regra já está valendo há seis meses, mas a restrição teve pouco efeito, com adolescentes burlando os bloqueios de idade sem muita dificuldade.
Por que a Austrália quer aumentar a punição?
Um levantamento recente publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ) acompanhou 408 adolescentes e descobriu que 85% deles, com idades entre 12 e 15 anos, continuavam usando as redes sociais normalmente. E como eles conseguem? A maioria declarou ter mais de 16 anos na hora do cadastro ou enviou selfies aprovadas pelos sistemas automatizados. Em outros casos relatados, os aplicativos não exigiram comprovação de idade.
Primeiro-ministro Anthony Albanese cobra medidas mais efetivas das empresas de tecnologia (imagem: reprodução)
Governo vai ampliar a fiscalização
A estratégia do governo vai além de aumentar o valor da multa e mira também em dar mais poder de investigação ao eSafety Commissioner, principal órgão regulador da internet no país e o responsável por garantir o cumprimento das normas digitais.
Se a mudança for aprovada, a agência poderá obrigar as plataformas a entregarem provas das medidas tomadas para impedir a criação de contas por menores. Além disso, o eSafety poderá solicitar informações de provedores independentes de verificação de idade e grandes lojas de aplicativos, como App Store (da Apple) e Play Store (do Google), para cruzar os dados coletados e verificar se as alegações são verdadeiras.
O eSafety atualmente investiga cinco gigantes da tecnologia por possível descumprimento das regras: a Meta (dona do Instagram e do Facebook), o Google (responsável pelo YouTube), a Snap (do Snapchat) e o TikTok. Mais de tecnologia
O modelo de proibição enfrenta obstáculos judiciais. A plataforma Reddit abriu um processo para tentar derrubar o veto, argumentando que a lei viola princípios de liberdade de expressão. Também não há previsão para que as alterações e o novo teto de multas entrem em vigor.
Vale lembrar que o cenário australiano é acompanhado de perto pelo resto do mundo. Diversos países cogitam replicar o modelo. O Reino Unido, por exemplo, anunciou neste mês que planeja adotar restrições ainda mais severas, englobando também plataformas de jogos online e serviços de transmissão ao vivo. Leia também: Windows 11: a nova Barra de Tarefas móvel funciona assim
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Escrito
Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase. Contribuiu para veículos como Canaltech, TudoCelular e Olhar Digital. Atualmente, escreve para o Tecnoblog.